Nada de útil para escrever
Uma carta escrita sem inspiração que vira reflexão sobre identidade — e como quem a gente acredita que é determina quase tudo que somos capazes de fazer, inclusive liderar, vender e ser a CEO que queremos ser.
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Sobre a decisão de não querer ser mãe — e a reflexão de por que as mulheres precisam acompanhar cada "não" de uma lista de justificativas, enquanto os outros "nãos" da vida simplesmente existem sem precisar de explicação.
Uma carta escrita sem inspiração que vira reflexão sobre identidade — e como quem a gente acredita que é determina quase tudo que somos capazes de fazer, inclusive liderar, vender e ser a CEO que queremos ser.
Sobre a sensação estranha de se sentir deslocada em uma conversa de amigos concursados — e o momento em que caiu a ficha de que amar o seu trabalho não é desequilíbrio, é conquista.
Sobre a sensação aliviante de abrir o Todoist e perceber que você não estava presente em várias das conversas — porque ser dispensável é o maior sinal de que a gestão da sua empresa finalmente está funcionando.
O relato honesto da difícil relação que uma feminista tem com a beleza — e a decisão de parar de deixar o patriarcado transformar momentos de auto apreciação em momentos de auto julgamento.
Sobre parar de tentar enganar o seu desejo com micro doses de coisas que você nem quer tanto assim — e a reflexão de quantas grandes sobremesas nós perdemos porque ficamos a vida toda tentando nos satisfazer com migalhas.
Uma carta escrita com raiva de verdade: sobre como pedir para a mulher passar pela TPM de forma leve é um mecanismo de domesticação — e por que proteger o seu direito de se indignar é um ato político e necessário.
A história que Mari nunca tinha contado a ninguém: o dia em que foi ao carro de som do movimento #EleNão tremendo de medo — e a reflexão sobre sermos as filhas das mulheres que pavimentaram os nossos caminhos.
Sobre descobrir que o desejo de ter uma equipe grande não era sobre números — era sobre coletivo, sobre crer no mesmo mundo, e sobre entender que precisamos de argumentos para proteger nossos desejos até de nós mesmas.