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Carta 205

Eu sou pior do que você imagina

Eu chego exausta das minhas obrigações de adestradora canina para com o Tazmania que a minha avó adotou. Caso você não esteja ciente desse episódio, leia a carta número 199. Mas, resumindo, minha avó adotou um filhote…

Gestão de negócios

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!

Como a senhorita chega no dia de hoje?

Eu chego exausta das minhas obrigações de adestradora canina para com o Tazmania que a minha avó adotou.

Caso você não esteja ciente desse episódio, leia a carta número 199.

Mas, resumindo, minha avó adotou um filhote atazanado e estamos na luta para fazer ele se comportar como um lorde.

Afora a exaustão da mãe solo, na carta de hoje venho te contar umas coisas sobre a minha pessoa que você não sabe.

Talvez a palavra correta não seja contar, mas sim confessar.

Existe uma frase que eu escuto com muita frequência e acho que ela esconde uma grande parte da verdade do que eu sou e do que eu faço.

Várias e várias vezes eu escuto “Mari, você faz muita coisa”.

“Como é que você consegue fazer tudo isso?”

Ou “como você consegue ter mentoria, ter conselho, lançar ferramenta de IA e ainda cuidar do seu sobrinho sexta-feira?”

E hoje decidi desmistificar algumas coisas na cachola de vocês.

E vou fazer isso porque essa frase quaaaase sempre vem acompanhada de um certo pesar de “eu não sei como você consegue fazer tudo isso, porque EU não consigo”.

Quase que um lamento por não conseguir fazer “tanto” quanto eu.

Então hoje vou te contar coisas horríveis sobre a minha pessoa.

Para fazer você se sentir muito melhor com você mesma.

Primeiro de tudo: eu sofro para gravar conteúdo.

Sim, tu me vê fazendo Fluidacast, Carta de Sexta, milhares de áudios para as minhas mentoradas e um tanto de conteúdo no Instagram.

Mas o que você não sabe é que gostar gostar mesmo, eu gosto só de fazer conteúdo que me dá na telha.

Eu ODEIO planejar conteúdo, definir pauta, definir formato e ter que parar para escrever um conteúdo.

Eu sei que sou boa falando, tenho boa oratória, bom poder de convencimento e tenho uma personalidade que não tem gosto de água de chuchu.

798 mil pessoas já me disseram “se você fizesse mais conteúdo, vocês tavam aposentadas morando nas Maldivas”.

Eu sei de tudo isso.

E mesmo assim eu acho um porre dos infeeeeernos ter que fazer um conteúdo porque tem que, e não porque eu tive uma reflexão tão maravilhosa que eu PRECISO compartilhar com o mundo.

Eu AMO interagir com vocês, responder dúvida, ver os comentários hilários que vocês me mandam no direct, mas eu ODEIO TER QUE fazer isso porque eu TENHO que.

As Cartas de Sexta eram um ritual que saía sempre às 17h da tarde, impreterivelmente, todas as sextas. Minha rotina com meu sobrinho mudou muito agora que ele tá maior e nunca mais consegui escrever a bendita de manhã para mandar ela às 17h. Agora eu começo a escrever lá para as 16h e tem dia que ela sai depois das 20h.

Eu tô enfrentando um ranço desgraçado de ir para a academia.

Não sei se você sabe, mas eu já fui RATA MAROMBEIRA, de ir todos os dias, ter personal, nutri e participar de competições valendo. Eu pesava minha comida, não saía nem UM GRAMA da dieta e malhava realmente sério.

Depois de quase uns 10 anos malhando e amando, eu parei na pandemia e até hoje não consegui voltar. Simplesmente desenvolvi um ódio não justificado por ambientes fechados.

Eu só quero saber de beach tênis, futevôlei, natação ou qualquer coisa que seja ao ar livre.

O que claramente não é suficiente, porque para sentar na privada sozinha quando os cabelos brancos chegarem, só com musculación mesmo.

Eu sempre fui uma pessoa de acordar cedo, acordar não, LIGAR. Simplesmente meu corpo acordava com tudo e eu tava 100% pronta para qualquer coisa às 7h da manhã.

Nesse último ano, acordar cedo não tá encaixando na minha rotina e eu tô acordando lá para as 8-9h da manhã, o que para mim já é tarde e acaba com a sensação que eu amava de “começar o dia antes de todo mundo”.

Fim de semana para mim sempre foi sinônimo de acordar cedo e ir fazer algum esporte, yoga, canoa havaiana. Esse último semestre eu decidi trocar os exercícios de sábado de manhã por mais horas na cama, um livro e uma coberta quentinha. E ainda me martirizo por essa escolha.

Os processos na Fluida são organizados por departamento bem bonitinho, já meu carro é um mix entre lancheira, bolsa de academia, chinelo do beach cheio de areia, garrafinha e um casaco porque eu nunca sei quando ficarei com frio (melhor, eu sei, sempre).

Eu não faço muita coisa.

Talvez você só consiga ter acesso a tudo que eu faço porque eu tenho meios para te mostrar isso.

Muitos deles.

E quem faz não sou EU. Talvez você esqueça que eu tenha um time.

Um puta time.

Não um time grande em tamanho.

Mas grande em habilidade.

A mais nova tá junto da gente há quase 2 anos.

A mais veia tem mais de meia década.

Não sou EU que faço.

Somos NÓS.

Eu não sei que troço que você não faz que você tem se comparado a mim achando que eu faço.

Mais que você.

Melhor que você.

Em mais volume que você.

Para muitas dessas coisas pode ser verdade.

Para outras, é só uma balela que você plantou na sua cabeça.

Eu deixo de fazer muita coisa, levo mais tempo que gostaria para colocar projetos no ar e tenho uma empresa muito menor do que eu gostaria.

Mas fodassy.

Eu continuo fazendo.

Capenga.

Pela metade.

Imperfeito.

Não tão bom assim.

Mas tô fazendo.

E você também tá.

Se for para se comparar, se compare comigo inteira.

Não só com a parte que faz você chicotear um pedaço seu.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·