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Carta 098

Gestão não é Fast Food

Gestão não se faz em 3 minutos igual miojo, e a culpa de você não saber disso não é sua — é do mercado que te formou para ser marketeira e esqueceu de te ensinar a gerir. Chegou a hora de aprender a cuidar de verdade da sua empresa.

Gestão de negócios

BUENAS TARDES, DEUSAS MARAVILHOSAS DESSE BRASIL!

A senhorita notou que estamos na carta 98?

Já já chegaremos na carta 100

Apenasmente passada com o tanto de tempo que estamos aqui religiosamente às sextas pensando pensamentos e trocando reflexões juntas.

Vamos precisar comemorar a carta 100, né? Manda suas ideias de como podemos comemorar?

O ano tem 52 semanas, então na carta 104 teremos completado 2 anos ininterruptos de cartas de sexta.

(Palma para nós!)

Mas, na carta 100 a gente comemora esse feito.

Hoje estamos na carta 98 e o papo é direto e reto.

O tema da carta de hoje me surgiu logo depois da mentoria experimental que dei essa semana.

Vou contextualizar para quem num tava lá:

Eu mostrei para a mulherada quais são os departamentos cruciais que negócios de educação feministas precisam ter e o que tem de essencial na gestão de cada departamento.

Falamos também sobre os níveis estratégico, tático e operacional e também por que várias vezes você implementa um troço novo na empresa que tinha a promessa de resolver um problema X, porém fica pior do que no começo.

Veja se já não aconteceu com você algo parecido: digamos que seu faturamento estava muito variável, aí te disseram para você adicionar no seu lançamento um perpétuo.

Você vai lá, estuda perpétuo, cria produto novo, cria copy, põe no ar a página de venda, grava criativo, põe trafego pra rodar e 2 meses depois você tem um perpétuo AND um lançamento para cuidar, o dobro de tarefas e agora tá inda mais sobrecarregada do que nunca e seu faturamento continua instável porque agora o perpétuo come toda a sua margem com os anúncios.

Já aconteceu algo assim com você?

Pois muito que bem, na mentoria experimental destrinchei detalhadamente por que isso acontece, nos mínimos detalhes.

E quero trazer esse ponto para a gente discutir hoje.

Veja, eu estava em uma sala com empresárias que já tinham uma bagagem considerável em suas empresas.

Produtos validados, cartelas de clientes consolidada.

Algumas já tinham equipe, outras estavam ali buscando orientação para as primeiras contratações.

Não estamos falando de iniciantes.

Bom, em um determinado momento da aula, eu estava conversando com elas sobre o departamento comercial da empresa e mostrando quais são os controles e rituais de gestão que cada departamento precisa ter, dentre eles, o comercial.

E existe um troço que qualquer padaria da esquina deveria ter se quisesse de verdade vender.

Esse troço é ridículo de simples de implementar.

E nele mora TODO o dinheiro da sua empresa ou moraria se as empresarias usassem.

Eu perguntei quais empresárias ali tinham o danado do troço.

Mais de 90% delas num tinha.

Você deve estar imaginando que o troço é uma espécie de estratégia quentíssima vinda diretamente das gringa que você não ouviu falar mas precisa ter, afinal se mais de 90% das empresárias ainda não tem, se você tiver, significa que você tá na frente, certo?

Esse troço disruptivo** se chama CRM.**

Customer Relationship Management, ou em bom português, uma ferramenta que você faz a gestão do relacionamento com o seu cliente.

Ness momento da carta você se encontra em um desses dois grupos:

Grupo 1: Eu uso CRM há mil anos aqui na empresa.

Grupo 2: Que danado é esse moço?

Essa carta não é sobre o CRM, mas vou puxar ele de exemplo para a gente debater juntas.

O CRM basicamente organiza suas leads e te deixar saber com precisão para quem a senhorita PODE vender, mas num vendeu ainda porque num botou a bunda para se mexer.

Ele pode ser absurdamente completo, robusto e caro ou pode ser apenas uma planilha do google onde você coloca os contatos e dados de suas leads e importuna elas com amor até que elas comprem de você.

Além de metrificar todas as oportunidades de vendas que você tem, o CRM vai ter dar uma cacetada de dados ESSENCIAIS para você saber onde tá errando e onde tá acertando.

Por exemplo: se você num sabe a sua taxa de conversão em reunião, não tem como saber se o roteiro que tá usando tá bom ou tá uma bosta.

Porém, se a senhorita sabe que a cada reunião que faz, tu vende 2mil fucking reais você vai parar de gastar seus preciosos minutos fazendo story de bom dia e vai começar a fazer mais reunião, certo?

Bom,** agora vamos aprofundar um tico mais:**

Saber exatamente para quem vender e o que fazer para vender é um troço que 100% das empresárias amariam saber, correto?

Ter certeza de quanto dinheiro retorna em cada esforço seu também é algo que nenhuma empresária vai dizer que num quer, concorda?

Pois aqui mora meu questionamento:

O conceito de CRM nasceu mais ou menos ali em 1970 (meia década atrás), então num é nada novo. Se esse troço é TÃO velho e TÃO essencial para quem literalmente paga seus boletos com a sua capacidade de vendas, eu te pergunto:

**Por que caralhos mais de 90% das empresárias que chegam até mim não tem um CRM? **

Se você tá no grupo que não tem CRM, eu vou pedir para você parar uns segundinhos e com sinceridade tentar achar uma resposta para essa pergunta.

Vou te dar alguns segundos.

Pensou?

Bom, eu quero ouvir a sua resposta, por enquanto vou te trazer aqui a resposta que já ouvi centena de vezes (literalmente) das empresárias que atendi.

Acompanhe comigo as próximas palavras:

“Porque nunca me falaram que eu precisava ter um”

E ai que nesse momento meu cool cai da bunda (mas, nem tanto, pois já me acostumei).

O CRM é só um exemplo para um fenômeno pavoroso, o qual eu tento arduamente combater:

A amadorização dos negócios digitais.

Ou talvez possa chamar de emburrecimento proposital do empresariado que vende dessa internet.

Pensa comigo nessas siglinhas aqui:

DRE, CRM, ROI, ROAS, EBITDA…

Quantos delas te ensinaram nas mentorias da vida que tu já fez?

Quantos dessas letrinhas você acessa diariamente para tomar decisões?

Num precisa ficar envergonhada, você muito provavelmente respondeu como a maioria esmagador das empresárias que chegam aqui na Fluida procurando ajuda para escalar sem surtar.

A culpa num é sua (mas, depois dessa carta a senhorita faça um favor de resolver, ok?).

A responsabilidade disso está na confusa relação entre marketeiros e audiência compradora.

O marketing deveria vender o que você quer e entregar o que você precisa.

Porém, os guru de hoje vendem o que você quer, porém NAO ENTREGAM o que você precisa.

Ai lasca de vez.

Tu quer liberdade de tempo.

Te dizem que é isso que você vai ter e te enfiam na goela 8 novos funis para vender para “público high ticket”. Mas, sua DRE segue tão empoeirada quanto bom senso de esquerdomacho.

Você procura ajuda para aumentar sua margem, te enfiam um produto lowticket que “vende que nem água”, mas a análise do ROI das suas campanhas de trafego tu não sabe nem por onde começa.

E ai vamos criando uma geração de empresárias formadas por esses belíssimos profissionais que sabem tudo, menos gerir um negócio.

Nesse momento, você num tem que sentir vergonha, tem que sentir RAIVA.

De ter passado por tantos mentores, tantos cursos, tantas formações sem JAMAIS ter sido formada para ser empresária.

Estão te formando como a melhor marketeira desse Brasil.

E você não sabe nem qual é o cargo correto da sua empresa a ser contratato.

Não te disseram como fazer um processo seletivo.

Que raios são rituais de gestão.

Você não sabe contratar, delegar, demitir…

Não sabe o que fazer com o lucro que sobra no seu caixa, nem se seu pró-labore tá certo.

Você não fica puta não?

De ter sido feito de trouxa por tanta gente?

Eu espero que você esteja putíssima.

Porque eu mesma fico com as calçolas em brasa diariamente com esse cenário.

O ponto que eu quero que você acorde o quanto antes é: não te ensinaram a gerir.

Fato.

Você não sabe, te empurraram nessa jornada do digital até o limite da incompetência e agora tu tá ai com um punhado de funcionários em volta de você, cliente para atender, funis para otimizar e se vê sem as ferramentas para fazer isso sem ser na tentativa e erro.

E agora? O que você faz?

Entremos portanto na solução.

A solução passará por um troço que estamos muito mal acostumadas a lidar aqui no digital:

TEMPO.

Sim, tempo.

Não, não vai ser em 2 semanas, não vai ser em 40 dias ou qualquer número mágico enfiado nas heads de todas as páginas de vendas do mercado.

Sua empresa foi construída tal qual uma casa colocada de pé por crianças que brincam num canteiro de obras.

Num teve estudo do terreno, planejamento da fundação, medidas exatas do projeto…

Os pedaços da sua casa foram sendo aleatoriamente somados uns aos outros.

A gente vai ter que consertar essa bagaça e só dá para fazer isso do jeito certo.

Eu não sei quanto tempo vai levar para gente botar ordem no Frankenstein que hoje você chama de empresa.

Mas, não importa. Sabe por quê?

Pensa comigo: você conseguiu botar essa poha de pé mesmo tendo sido porcamente orientada desde o seu início.

Você criou produto, montou carteia de clientes, produziu conteúdo, gravou aula.. e botou essa máquina para imprimir dinheiro APESAR de todos os imbecís travestidos de especialistas que te orientaram até aqui.

Tá entendendo onde eu quero chegar?

Você não está onde está POR CONTA das orientações que teve até aqui.

Talvez, você esteja aqui APESAR delas.

Se você chegou até aqui desviando de uma horda de incompententes, onde você estaria se soubesse desde o início a avaliar lucro?

Se tivessem te dito que você talvez precise de no máximo 1 ou 2 produtos para ter uma vida bem confortável financeiramente?

Que o único jeito de vender não é fazendo lançamento?

E que produzir conteúdo NÃO É a sua atividade principal como empresária?

Onde você estaria hoje se tivesse tipo a chance de construir sua empresa do jeito certo?

O que eu quero que você entenda é que não dá para apagar as cagadas cometidas.

Mas, dá para a gente parar de jogar coliformes fecais no nosso futuro, num dá não?

Gestão num é fast food.

Num dá para fazer tal qual miojo e em 3 minutos tá pronto.

Mas, se a senhorita topar fazer as coisas do jeito certo, dá para ter isso aqui ó:

Andar rápido é a pior coisa que você pode fazer se estiver indo em direção a um precipício.

Se você quer só velocidade, eu não sou a pessoa para te ajudar.

Mas, se você quer ter certeza que está indo para o caminho certo, então pode vir que você achou seu canto.

Essa empresária é você?

Tá na hora de você ser minha mentorada.

Me manda um “sou eu’ aqui no whatsapp para a gente entender qual é o programa certo para você.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·