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Carta 092

A sua cara

O time disse que uma estratégia do concorrente 'não era a cara da Fluida'. O que raios é isso? Reflexão sobre identidade, diferenciais e por que o que nos faz ser quem somos nunca é prejuízo competitivo.

Gestão de negócios

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!

Como a senhorita está nessa primeira sexta de agosto?

Vou trazer para você hoje um tema que discuti com o time essa semana.

(E acho que ele vai fazer bastante sentido na sua empresa também)

Vou dar uma contextualizada primeiro.

Bom, se você é dino Fluida e assídua nas cartas, acompanhou nosso processo de migração de modelo de negócio, o planejamento anual para 2024, a reconstrução do nosso time… enfim, a Fluida se tornou em um ano uma empresa completamente diferente internamente.

Para vocês do lado de fora talvez isso não apareça, mas aqui dentro mudou tudim.

Mudamos os produtos, estratégias de venda, funis, organograma e, claro, as metas.

Sim sim sim, as nossas queridas e amadas metas.

Muito que bem, ontem eu recebi o relatório do nosso financeiro com o fechamento do primeiro semestre.

E, para a surpresa de um total de zero sereias (sereia é como chamamos o nosso time), nós ultrapassamos a meta do primeiro semestre em absolutamente todos os indicadores que definimos.

(Podemos conversar sobre indicadores depois, vocês querem?)

Então, primeiro a gente vai tirar um segundo para comemorar JUNTAS esse primeiro semestre lindão. Num tem o menor sentido comemorar isso se não for com vocês.

(Comemore comigo)

Vendo esse fechamento, eu tava lembrando do nosso primeiro lançamento.

Fizemos na casa da minha sócia, com uma ring light, um notebook apoiado numa cadeira e uma certeza inequívoca que não chegaria ao final da live, pois teria que sair correndo para o banheiro tamanha a reviravolta que se passava em meu intestino de puro nervoso.

Já fiz lançamento com uma toalha de mesa de fundo, trabalhei com um computador que só 2/3 da tela funcionava, virei dezenas de madrugada gravando módulos e mais módulos para o Empreender sem Enlouquecer, que inclusive eu já regravei o curso inteiro (inteiro!) 3 vezes.

Teve um suor desgraçado nesse processo, e estar vivendo o que estávamos vivendo esse ano toda hora me espanta. Eu abro nosso painel de metas e fico admirando cada dígito ali, cada venda, cada renovação pensando com meus botões “meu deus do céu, como é que fizemos isso?”.

Eu não vou fingir costume: ver as coisas acontecendo e alcançar os resultados que estamos alcançando e que foram absurdamente desejado por mim por vários anos me dá um misto de orgulho e descrença que fomos nós mesmas que fizermos isso.

Juro para você.

É uma sensação dúbia de “puta que pariu somos foda” misturada com “tá certo isso aqui?”.

E quanto mais a gente vai crescendo nessa vida de empreender digitalmente, mais temos references para comparar os nossos resultados.

Mais gente aparece com resultados melhores, mais rápidos, mais meteóricos e mais extariodinarios que os nossos.

No começo da Fluida eu só queria trabalhar com alguma coisa que fizesse sentido para mim. Eu nem pensava no resultado de seu ninguém. Trabalhar só com mulheres, de dentro de casa, fazendo meu horário, sendo paga para estudar, já era o milagre por inteiro.

Porém a gente vai crescendo e olhar para o mercado não só se torna inevitável como também necessário. E eis que essa semana eu e nosso time lindeuso de sereias estávamos analisando alguns concorrentes do mercado.

Fizemos uma micro pesquisa de campo avaliando o que concorrente X fazia que a gente não fazia, o que era diferente, o que era melhor…

Depois de uma dessas pequenas incursões a campo, uma das nossas sereias entra na nossa reunião e fala a seguinte frase

*“Gente, eu fui lá ver como fulano faz, mas, nossa, que bom estar de volta em casa” *

Eu ri na hora e pedi para ela explicar porque ela tava falando aquilo e a conversa foi mais ou menos assim:

“Ó, fulano usa essa e essa estratégia. Pelos dados que ele apresentou até funciona, mas assim isso não é a cara da Fluida”

O que raios seria “a cara da Fluida”?

Como que uma recém-chegada sereia consegue bater o olho num troço e sem rodeio ter certeza que aquilo NÃO é a nossa cara?

Levantei uma discussão com o time que eu quero trazer para cá para pensarmos juntas.

Quando começamos a Fluida, eu não tinha um décimo do conhecimento de negócios e gestão que tenho hoje. Era crua crua comparada ao que sei hoje.

Não entedia de funis, não sabia poha nenhuma de tráfego, nem como empilhar produtos escaláveis.

Como eu não sabia nada disso, eu me ocupava daquilo que eu sabia:

QUEM eu queria servir.

Que tipo de mulheres fazia sentido ter como cliente.

E, principalmente, os motivos pelos quais elas escolhiam a gente.

Eu não sabia exatamente o modelo de negócio que precisávamos ter, mas eu sabia exatamente o que não queria.

Eu não queria que a gente fosse escolhida pelo preço.

Não queria ser a empresa que promete resultados maquiados só porque é o que a lead deseja.

Nunca quis ser quem negocia preço, valores e processos.

Eu sempre quis ser a empresa que é escolhida porque não existe nenhum outro lugar no mundo igual o que fazemos aqui.

Queria que nossas alunas passassem anos na Fluida não porque elas precisam de nós, mas porque elas QUEREM.

Simplesmente QUEREM.

Compartilhar dos nossos valores, ouvir as verdades que precisam, falar as dores que incomodam, ser quem elas são por inteiras.

Só que para criar isso, a gente precisa de muito mais do que produtos que geram resultados, a gente precisa se conectar emocionalmente.

Não porque fazemos manifestos impactantes (o que nós também fazemos) mas porque, de verdade, a gente cria laços emocionais com cada uma das nossas alunas.

E fazer isso, minhas amigas, dá um trabalho desgraçado.

E dá trabalho porque simplesmente nós não sabemos fazer de outro jeito.

Nosso DNA nos impede de criar qualquer coisa que não tenha uma pitada generosa de tesão envolvido.

E fazer tudo com tesão é precisar de doses cavalares de combustível para manter tudo aceso.

Eu não sei fazer hotseat de 5 minutos.

Sou incapaz de orientar uma empresária sem antes olhar trocentos e 98 números do negócio dela.

Falho miseravelmente quando minha equipe me manda acelerar a mentoria porque eu to falando demais.

Sonho com soluções para cada um dos CNPJs que cuido no conselho.

Discuto com Sr Fluido os casos de cada uma (em outra vida ele também foi consultor de empresas, veja só).

Rabisco ideias nos papeis em cima da mesa pensando em vocês.

Eu não sei me importar de menos.

Mas, se importar demais tem um custo.

Minhas entregas são mais custosas do que as dos concorrentes.

Eu gasto mais tempo preparando hotseats e sessões de consultoria.

Minha agenda cabe menos mentoradas porque eu não termino uma sessão sem ter descoberto o problema real a ser resolvido.

No mundo da escala, tudo que não é escalável custa caro.

Literalmente.

Custa muitos dinheiros ter um processo de onboarding individual para cada mentorada.

Custa muitos dinheiros me preparar com dias de antecedência para cada sessão que entrego.

Custa muitos dinheiros colocar um limite de vagas por ano para o Conselho.

Tudo isso custa.

Mas, eu não seria uma gestora feminista que se preze se não entendesse o retorno disso.

Esse custo perto do retorno que a gente tem é ridículo.

E eu não to falando só de grana.

Eu conto nos dedos de UMA mão as vezes que alguma lead pediu desconto.

E conto tal qual a quantidade gurus de sapatênis as vezes que ouvi “meu deus, isso aqui vale muito mais do que eu paguei”.

Eu recebo fotos dos bebês de nascem, ganho um saco do meu biscoito preferido que não tem no Brasil de presente, sou colocada para ser ouvida na sala das casas das minhas alunas porque os “maridos precisam entender” também.

Tenho uma equipe que comemora como se fosse a copa do mundo quando uma mentorada bate uma meta difícil, termina um relacionamento cagado ou consegue finalmente conquistar o sonho de engravidar.

Eu levaria cada uma das minhas mentoradas para um bar e passaria horas conversando com elas sem precisar mencionar por um segundo o negócio de cada uma.

Me emociono (e choro) com os desafios sobrehumanos que a vida as vezes impõe a cada uma.

Fico ansiosa nas vésperas de abrir um carrinho que nem é meu.

Nós não somos melhores que a concorrência em uma cacetada de coisa.

Mas, tem uma coisa que somos absolutamente imbatíveis:

Só está na Fluida quem quer SER uma Fluida.

Não somos as mais ágeis em entregar 938 mil mentorias individuais por mês.

Nem as mais rápidas em fazer mais funis por semana.

Mas, somos aquelas onde as nossas alunas escolhem pertencer.

Somos escolhidas não porque usamos o melhor mecanismo de fechamento no comercial.

Mas, sim, porque todas elas sabem que o lugar delas é aqui.

Nós não somos as maiores do mercado.

Mas, indiscutivelmente, somos aquelas que conquistam um CEP vitalício na história de cada empresária que passa por aqui.

E é isso que faz todo o resto “não ter a cara da Fluida”.

A “cara” da Fluida não tem um contorno desenhado em preto e branco num papel.

Mas, é muito simples olhar para boa parte do que existe no mercado e dizer sem titubear “isso definitivamente não é a cara da Fluida”.

A reflexão que eu quero trazer para a senhorita hoje é a seguinte:

O que faz você ser quem você é nunca será um prejuízo competitivo.

Ser tagarela, emocionada, sensível e durona ao mesmo tempo me faz ser a mentora que eu sou.

Ser impecável na entrega, exigente com os resultados e absolutamente desapegada dos padrões, faz a Fluida ser o que ela é.

Eu não quero ser diferente de nada disso.

É exatamente assim que somos e continuaremos sendo.

Eu não vou cortar minhas mentorias em 2/3 do tempo porque preciso socar mais duzentas leads que estão na fila de espera.

Não vou atender 3x mais empresas no conselho só porque a fulana de tal faz assim.

Não vou enfiar um monte de script no comercial que empurra produto na goela da lead só porque vende para caralho.

Não vou maquiar a verdade do que é empreender e vender meias verdades só porque o mercado educou todo mundo para querer resultado sem bunda na cadeira.

Talvez a “cara da Fluida” seja só a verdade.

A verdade sobre o que é empreender.

A verdade sobre o que é ser mulher.

E a verdade sobre o que é tentar ser essas duas coisas ao mesmo tempo sem se perder de si.

Eu não sei qual é a sua verdade, mas hoje eu te convoco com cada átomo do meu corpitcho a se ater à ela.

Não enxergue os seus diferenciais competitivos como desvantagens só porque todo mundo do mercado faz de outro jeito.

Todo mundo do mercado vende curso chamando de mentoria.

Todo mundo do mercado inventa escassez onde não tem.

Todo mundo vende mesmo se aquele ali for o último dinheiro da pessoa para pagar as contas do mês.

A Fluida não.

Hoje, amanhã e sempre

A “cara da Fluida” é essa.

Qual é a SUA?

Mari Fernandes.

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