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Carta 080

Vazou vídeo do niver da Mari

A história que Mari nunca tinha contado: sobre o período sombrio pós-pandemia, as crises de choro que começaram sem avisar — e como ela reconstruiu a si mesma para chegar inteira aos 35 anos.

Nóias da cabeça

BUENAS TARDES, MARAVILHOSAS!

Como as senhoritas estão no dia de hoje?

Espero que estejam lembrando porque agora sim o dia chegou:

HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!!!!

VIVAAAAA EEEEEEU

(Comemore comigo com palmas e gritinhos agudos)

Depois 389 dias, chegamos ao dia que eu mais amo no ano (dividindo o pódio com carnaval e natal).

Tem gente que nem gosta de comemorar aniversário (o que, sinceramente, eu não compreendo).

Inclusive o Sr Fluido é um desses espécimes. Tudo que ele quer no aniversário dele é fazer NADA NADA NADA NADA.

Nem um bolinho

Nem uma vela

Nem sequer um parabéns…

Absolutamente vários nadas

Já eu, quero absolutamente vários tudos.

Tudo de tudo.

Quero receber amor

Estar com quem eu amo

Dançar

Aproveitar a natureza

Comer coisas que eu gosto

Usar meu tempo do jeito que eu quiser

E, convenhamos, esse ano eu levei a sério o role “fazer tudo”.

Então, na carta de hoje, faremos juntas um tour por tudo que eu inventei de fazer no meu aniversário.

Mas, antes, acho que preciso te contar o motivo pelo qual eu gosto tanto de aniversários ou porque ESSE aniversário tem um sentido especial para mim.

A verdade é que eu sempre gostei, lembro de eu criança ainda fazendo contagem regressiva todos os dias assim que passava o aniversário da minha irmã (que faz aniversário em abril).

Lá, talvez, eu não tivesse ideia do que representasse um aniversário. Mas, ainda sim,

eu já gostava de saber que tinha um dia só meu.

Pois muito que bem…

Hoje eu vejo aniversários como um jeito muito do engenhoso da gente sentir que começamos de novo.

Uma forma de fatiar o tempo em pedaços digeríveis para a nossa tão frágil cabecinha.

Eu sempre achei aniversários a coisa mais legal desse mundo.

E o desse ano tem um significado muito especial

para mim

(que até agora você não sabia).

Bom, essa é a primeira vez que eu vou falar sobre isso

e acho que não tem lugar melhor e mais seguro para contar isso que não aqui.

Junto de vocês, junto das mulheres que há 80 semanas me leem, me respondem e são também confidentes da minha vida muito além do meu CNPJ.

Me sinto pronta para falar sobre isso.

Para isso, vamos precisar voltar no tempo alguns anos.

Lááá na pandemia.

Lembra dela?

Pois então, se você é dinoFluida, já sabe que o meu isolamento social foi real oficial.

Eu fiquei mais de um ano sem ver absolutamente ninguém que não fosse o Sr Fluido e depois nos 2 anos seguintes, restringi meu círculo de contato apenas a minha família e ninguém mais.

Ninguém mais mesmo.

Eu aproveitei que a Fluida é 100% remota e que tínhamos muitas alunas precisando reinventar seus negócios para mergulhar com tudo no trabalho.

(E tá aí uma coisa que eu sou boa em fazer).

Me peça para alocar todas as energias que tenho no trabalho e seu sonho será realizado.

Eu AMO AMO AMO com muita força a transformação que meu trabalho gera, me sinto útil, me percebo relevante para alguém, sinto que de verdade to mudando o mundo.

E quem não quer MAIS disso?

Eu sempre quero.

Bom, foi isso que eu fiz na pandemia.

Junto com o isolamento social, eu perdi meus queridos esportes, minha academia, musculação, perdi o escritório onde encontrava gente e socializava.

Meu círculo de coisas que me sustentam foi ficando bem pequeninho.

Eu lembro a primeira vez que eu saí de casa na pandemia e coloquei o pé descalço na grama.

Nunca me esqueço dessa sensação, sem que eu pensasse, comecei a chorar.

Meu corpo, alma, chame do que quiser estava ansiando voltar a ver a vida

Eu sou movida a natureza, sempre soube disso. Água, sol, céu, verde… quer me ver feliz é me dar uma dose de cada.

Bom, eu restringi tudo que podia na pandemia, mas um dia ela acabou (GRAÇAS ÀS DEUSAS, À VACINA que quase que num foi graças ao bostolhão de presidente que tínhamos na época).

A pandemia acabou, mas eu esqueci de reconstruí a vida que tinha colocado na gaveta.

A conta de 3 anos sem o que me faz viva chegou.

Eu vou ser direta e reta:

Um dia, indo buscar meu sobrinho na escola, dirigindo eu comecei a ter um crise de choro incontrolável.

Violenta, forte e inesperada.

Não sabia de onde tava vindo aquilo.

Eu só não conseguia parar de chorar.

Eu estacionei o carro na escola dele, me reorganizei, busquei ele na sala e o que se segue foram 3 semanas de uma existência muito desafiadora.

As crises de choro começaram a aumentar, eu não conseguia me concentrar em nada, até o funcional que eu tinha voltado a fazer tava estranho, cinza, frio.

Nos dias seguintes, comecei a ter dificuldade para dormir, demorava para dormir e acordava antes do despertador.

O coração acelerado

Suando

E com vontade de chorar

Não demorei muitos dias para pedir ajuda (tá ai um trem que eu aprendi: pedir ajuda! As duras penas, mas hoje eu peço sem dó).

Acionei minha sócia, a Fla, que tem milhares de formações terapêuticas e me conhece por dentro como ninguém.

Mandei mensagem de emergência para a minha psicóloga que tinha me dado alta 2 anos antes.

Pedi a ajuda do Sr Fluido.

Eu não sabia o que tava acontecendo comigo, só sabia que tinha alguma coisa muito errada.

Eu sempre fui muito forte mentalmente na minha percepção.

Passei por momentos muito desafiadores na minha vida pessoal e nunca tinha experimentado uma angustia e sensação de desamparo tão grandes.

Bom, muitas horas de terapia, muitas reflexões, análises, conversas, exercícios depois, eu entendi que eu tava precisando voltar a ser eu.

Eu abri mão de tudo que me alimentava para me proteger a minha vida e, ironicamente, tudo isso tinha também estava roubando um pedacinho dela.

Coincidentemente ou não, isso tudo aconteceu nas vésperas do meu aniversario de 34 anos, no ano passado. Entre março e abril.

Foram muitos dias até eu voltar a me sentir eu, processar o que tava sentindo e ter energia para botar em ação o plano de recuperar a Mariana pré-pandemia.

Isso envolvia voltar a ver gente, voltar para as minhas atividades físicas, botar natureza no meu dia a dia e acordar cedo.

Isso sempre foi o que me sustentou, mas eu não tava conseguindo fazer nada disso.

Precisei reaprender e criar milhares de estratégias para enfiar isso de uma vez por todas na minha vida sem chance de sair.

Na semana do meu aniversário, ganhei da Fla uma aula de Yoga.

E lá fui eu fazer a aula 7 da manha, acordei com um esforço enorme.

Muito sonolenta, mas eu sabia que tinha que ir.

Depois da aula eu fui para aquele deck na beira do lago que hoje vocês vêm sempre nos meus stories.

Eu fiquei lá por 5 horas.

Sozinha, no silêncio, vendo a água se mexer e pensando em como eu teria que reconstruir quem eu era a partir dali.

Nesse mesmo dia no ano passado, eu estava recém saindo de um período curto, porém não menos sombrio para o qual eu nunca mais quero voltar.

Hoje, um ano depois, eu tô aqui inteira.

Sou eu de novo.

Acordo todo dia as 6 da manhã

Faço yoga 3 vezes por semana

Treino funcional 2x na semana

Toda semana eu dou um jeito de ir para a beira do lago ou para algum parque.

Entrei em um clube de trilheiras para me obrigar a sair de casa e ver gente.

Hoje, eu tô na beira do lago, embaixo de uma palmeira, num céu azul lindo de viver escrevendo essa carta para você.

Acordei cedo

Fiz uma aula de canoa havaiana

Mergulhei no lago

Tomei sol

Eu tô inteira.

Um ano atrás eu precisei passar 5 horas olhando para o céu sozinha em silêncio porque meu corpo tinha sido privado dessa vida pelos 3 últimos anos.

O aniversário desse ano é uma comemoração sobre a vida e uma celebração sobre mim.

Por não ter desistido de mim mesma

Por ter sido diligente e disciplinada na reconstrução de mim mesma

Talvez agora você entenda de verdade o que significa o “PF primeiro, PJ depois”.

Esse foi o mantra que eu me apeguei para sair daquele lugar esquisito que tinha me enfiado.

Foi ESSE mantra que eu repeti dezenas de vezes na minha cabeça para ela entender que já era seguro sair de casa.

Que ir para um lugar cheio de gente não significava mais morrer.

Para ela entender que eu podia abraçar as pessoas sem meu coração parecer que ia sair do peito.

Eu não tinha ideia de como 3 anos de pandemia tinham moldado os meus mecanismos de segurança e fuga.

Eles ficaram calibrados para a sobrevivência por 3 anos e eu precisei regulá-los novamente para só viver.

Por isso é tão caro para mim mostrar o meu momento PF.

Por isso eu escrevi tantas cartas esse ultimo ano sobre desejar, escolher a vida que você quer e colocar você antes do seu negócio.

Não porque vocês precisam disso ou porque a minha audiência precisa.

Mas, porque eu precisei.

E que bom que eu tive coragem de ser essa Mari para mim mesma.

O meu aniversario hoje é para celebrar essa minha coragem.

E celebrar a mim mesma por ter encarado essa.

Brigada Mari do passado por ter construído a Mari de hoje.

E que venha a Mari do ano que vem para mais uma vez agradecer o que ela foi capaz de fazer para ela mesma e mais ninguém.

Obrigada vocês por terem sido testemunhas, sem saber desse processo.

Agora, vocês fazem parte dessa história.

Minha gratidão eterna a cada uma de vocês que também é rede para mim.

OBS 1:

Calma, eu não vou terminar essa carta sem compartilhar com vocês as fotos da comemoração na Micarê, respirem. No final desse email, vou colocar um link com os melhores momentos. Mas, antes disso, vou contar uma novidade quentíssima que vai valer (obviamente) agora em maio.

Presta atenção se você se você se encaixa nesses critérios:

  • Tá 500% alinhada com os valores da Fluida
  • Tem fogo no cool para por a mão na massa e executar o que for preciso
  • Já tem certeza que quer ser minha mentorada
  • Porém a ÚNICA Coisa que te impede de fazer isso agora se chama DINHEIROS

É você?

Então, presta atenção:

Hoje o programa mais acessível para você ser minha mentorada custa 11 mil reais.

Muitas mulheres ficam de fora porque ainda não conseguem fazer um investimento desse valor.

Mas, é provável que elas não possam fazer esse investimento agora JUSTAMENTE porque não fazem parte da Fluida.

Estão tocando seus negócios de forma amadora, sem metas e trabalhando muito mais do que precisam para gerar resultados muito menores do que merecem.

Sem gestão, sem dinheiro, sem mentora.

Decidimos resolver isso.

Criamos uma condição ÚNICA e TEMPORÁRIA para novas mentoradas por menos de UM TERÇO desse valor.

É verdade.

Você poderá ser minha mentorada e viver esses resultados como esses por 3 mil reais.

Eu disse que era uma condição foda, única e TEMPORÁRIA.

Se você estava esperando a melhor oportunidade da vida para ser também uma Fluida, esse é exatamente o momento. E ele não vai durar muito.

Mas, tem uma condição: você precisa ser selecionada para essa condição.

Por isso se você quer DE VERDADE transformar seu negócio em uma empresa de verdade e quer fazer isso mentorada por mim e rodeada de empresárias fodas agora é a hora.

OBS 2: Agora sim vem o link com os belíssimos registros da Micarê.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·