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Carta 061

Mãozinhas dançantes

Uma convocação para você se despedir do papel de Branca de Neve e assumir de vez a protagonista que já mora dentro de você — porque o seu negócio e a sua vida precisam de uma gestora, não de mãozinhas flutuantes.

Mulheres

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA.

Como a senhorita se encontra na última sexta-feira do ano?

Por aqui, estou descansando, obrigada pós um segundo episódio de COVID.

Sim, eu fui agraciada com essa pegadinha de 2023 bem na semana do nosso recesso.

Fiquei uma semana de cama, completamente inútil para o PIB do país.

Eu não sei se você sabe, mas eu sou completamente apaixonada pelo Natal. Depois do meu aniversário, é minha data favorita do ano.

Pois muito que bem, esse ano eu tive que passar meu natal isolada, de máscara vendo de longe a minha família reunida com todo aquele falatório, comidaiada e o caos característico da hora da troca de presentes. Não foi nada legal.

E me fez reviver a época da pandemia em que a VIDA era assim, que loucura, né?

Passamos meses longe de quem a gente ama.

De máscara sei lá quantas horas por dia.

Sem abraçar, sem beijar ninguém…

Eu ainda me espanto que a gente viveu isso, parece uma coisa de livro de história.

Bom, eu perdi o Natal e também perdi metade do meu recesso.

Mas, poderia ter sido bem pior, só não foi porque já estávamos bem adiantadas para deixar tudo certinho para o nosso recesso.

(Você deve ter visto nos stories que nos últimos dois finais de semana eu me enfiei no escritório para planejar o ano da Fluida e o meu pessoal)

Assim, pude ficar o dia todo deitada na cama vendo séries de gosto duvidável enquanto um vírus se encarregava de esgotar todo o meu estoque de energia para fazer qualquer coisa.

Eu acho que nunca agradeci tanto a mim mesma por ter me adiantado para a semana do apocalipse.

Obrigada Mariana do Passado.

O dia foi mais uma vez salvo pela minha patológica necessidade de controle.

Piadinhas à parte, hoje é sexta e como toda sexta-feira, Caê (meu sobrinho) está aqui em casa.

A Fluida segue de recesso até o dia 4 de janeiro.

Mas, apesar do recesso, não quis interromper o nosso ritual semanal de cartas. Passamos o ano todo conversando às sextas e eu não ia terminar nosso ano sem a nossa carta.

Assim que fui liberada do isolamento, eu me encontrei com um grupo de amigas que tenho há mais de 15 anos. Hoje cada uma está em um canto do mundo, mas todo ano nos vemos pelo menos uma vez.

Como você deve imaginar a gente tinha muito assunto para conversar, e como todo grupo de mulheres que são amigas há muito tempo, uma hora o tema descamba para relacionamentos, trabalho, dinheiro e pressão para fazer tudo isso funcionar enquanto mantém a sanidade.

Eu não sei você, mas esses encontros genuínos são capazes de recarregar as minhas baterias para um ano inteiro. É impressionante o quanto é revigorante (e terapêutico) poder falar abertamente dos nossos medos e desafios com a certeza que não seremos julgadas.

Bom, essa conversa com minhas amigas inspirou o tema da carta de hoje:

A gente precisa parar de se fazer frágil.

Sim, é isso mesmo.

De uma forma ou de outra, a sociedade em que vivemos reforça um papel um tanto infantilizado para a nós, um papel que a gente vai internalizando ao longo da nossa vida.

Falar baixinho, ter dificuldade de abrir potes de palmito, o medo de trocar uma lâmpada…. é uma série de

comportamentos sutis que vão formando na nossa cabeça uma imagem de que somos frágeis demais,

delicadas demais, sensíveis demais.

Sabe a branca de neve indefesa na floresta mexendo suas delicadas mãozinhas no ar?

Pois, então, a gente não é uma branca de neve.

É muito bom para o mundo que você a gente se enxergue assim.

Que você esteja nesse papel passivo, de coadjuvante, de ouvir todo mundo, de integrar todas as vontades, de fazer todo mundo ao seu redor estar feliz (muitas das vezes, ouso dizer, as custas da sua própria felicidade).

Essa infantilização da mulher é uma forma também de controle das nossas vontades e das mudanças que a gente é capaz de fazer quando a gente entende o poder que tem.

E esse controle é tão forte e tão arraigado que até a gente acha que isso é uma característica nossa.

A compreensiva.

A cuidadora.

A emocional.

A paciente.

Eu queria que a gente pudesse se ver de outra forma:

A líder

A estrategista

A negociadora

Nossa auto-percepção de fragilidade atrapalha um bocado a nossa vida.

Ela se embrenha em frestinhas longínquas da nossa cabeça. E é curioso como essa percepção de fragilidade faz a gente sentir isso aqui:

MEDO.

Se enxergar frágil e indefesa nos faz sentir medo.

Só que esse medo motivado pela sensação de fragilidade não é protetor.

Eu diria que ele é sabotador.

A gente fica pisando em ovos em cada novo passo da nossa empresa.

Parece que vamos cair de um abismo e não vai ter ninguém para segurar a gente lá embaixo.

A premissa dessa ideia tá errada.

A gente vai pisar em falso em uma porrada de abismos pela vida, mas QUEM DISSE QUE A GENTE VAI CAIR?

Já ocorreu na sua cabeça que talvez você seja forte o suficiente para se agarrar num troço e simplesmente não cair?

Para mim a auto-percepção de fragilidade faz isso com a gente, ela elimina da nossa cabeça a possibilidade de sermos fortes o suficiente para nos sustentarmos na queda.

Pensando agora, talvez por isso, eu ame tanto fazer o que eu faço.

Empreender, gerir, liderar meio que obriga a gente a escancarar todos os ensinamentos cagados que o mundo enfiou na nossa cabeça.

Nossas empresas EXIGEM da gente uma postura totalmente oposta a branca de neve que não sabe trocar a lâmpada sozinha.

Todo dia a gente tem que tomar decisão sem ter certeza, escolher entre caminhos que não conhecemos, fazer planos, definir metas, contratar, demitir…

Nenhuma branca de neve de mãozinhas flutuantes é capaz de fazer isso.

O seu negócio precisa de você nessa postura de protagonismo, de ser aquela mulher que vai puxar as coisas.

Mas não é só o seu negócio que precisa disso não.

Quem mais precisa disso é a senhorita.

Sim, tu mesma.

Mais do que para gerir o seu negócio, para gerir a sua vida.

Talvez você não tenha se dado conta que esse papel de gestora está disponível para você se você quiser.

Por isso, nessa última carta de 2023, eu te convido a se despedir da branca de neve que tá em você e assumir o papel de protagonista na sua vida e do seu negócio.

Te convido a entender que você tem poder, que você é poderosa, que você é forte, que você é líder, que você tem o poder de envolver outras pessoas na sua causa e comandar esse rolê.

E quando digo comandar eu não tô dizendo autoritária.

Comandar é você ser a pessoa que vai fazer com que outras pessoas enxerguem o mundo de um outro jeito, que elas enxerguem a si mesmas de um outro jeito, que elas façam coisas diferentes, que elas tornem elas ou o mundo ou o que quer que seja que elas estejam trabalhando, melhor.

A partir da sua visão de mundo, do seu conhecimento, do seu comando, daquele estalo que é você que vai trazer para essas pessoas.

Nós, mulheres, somos capazes de transformações gigantescas.

Isso existe em você.

Isso tá aí.

Isso tá aí dentro.

Talvez você ainda não tenha entendido que isso pode ser colocado pra fora.

E o meu convite hoje, convite não, a minha convocação é para você assumir a gestora que mora ai dentro

Que em 2024 você lidere.Que em 2024 você não ache que precisa pedir licença para comandar como as coisas devem ser.Que em 2024 você comande o seu negócio, o seu time, os seus alunos/mentorados/clientes.

Beijos sem mãozinhas flutuantes,

Mari Fernandes.

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