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Carta 060

Peça um presente de Natal

A esmagadora maioria das mulheres não pede o que quer — na vida, nos negócios, nos relacionamentos. Uma carta para você reconhecer os seus desejos, parar de comer pelas beiradas e finalmente pedir o que é seu.

Nóias da cabeça

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA.

Nem acredito que chegamos na penúltima carta do ano.

É muita carta.

E pensar que entre cada carta mora tanta coisa.

Tantos projetos ativos, projetos agora não, projetos concluídos.

Tantas tarefas, decisões, planejamentos.

Tantas alunas e mentoradas que entraram de uma carta para outra.

Um ano inteiro de empresa foi construído entre uma carta e outra, semana após semana.

Por aqui tivemos demissões, contratações, nascimento de novos produtos, melhoria de outros.

Entre a primeira carta que te mandei esse ano e essa, nós aumentamos a nossa margem líquida em 638%.

Que ano.

Como ele tem sido aí para você?

E como será o próximo? Você já planejou ou vai planejar comigo na

Imersão de Planejamento

que faremos juntas e ao vivo em janeiro?

Seja como for, hoje vim te trazer um elemento que precisa estar no seu ano:

VOCÊ PRECISA COMEÇAR A PEDIR.

Sim.

Você leu certo.

A senhorita precisa começar a PEDIR o que você quer.

Porque a esmagadora maioria das mulheres não pede o que quer.

Elas querem que a equipe execute determinada ação, mas não pedem.

Elas querem que o marido ou marida faça determinada coisa, mas não pedem.

Elas querem que as alunas façam determinada atividade, mas não pedem.

A gente sente que não pode pedir exatamente o que a gente quer.

Estamos sempre comendo pelas beiradas.

Não somos diretivas e, muitas vezes, nem sequer assertivas.

A gente diz “oi, tudo bem? Gostei tanto do seu conteúdo. Nossa tava pensando aqui, que legal seria se um dia quem sabe você topasse fazer uma live junto comigo” em vez de dizer “oi, tudo bem? Eu adorei o seu conteúdo e eu quero muito fazer uma live com você porque eu acredito que isso vai impulsionar o meu negócio e o seu. Topa?”

Pensa aqui comigo…

Quantas vezes você ganhou um par de meia no Natal porque não disse que o queria era o pijama Y que vende na loja X?

Quantas vezes você se desdobrou em 5 para buscar seu filho na natação porque não simplesmente pediu para alguém buscá-lo no seu lugar?

Quantas vezes você agendou e reagendou a sua agenda em volta das demandas das outras pessoas?

Quantas vezes na sua vida você não conseguiu aquilo que você queria porque você não foi clara no seu pedido?

E sabe por que você não foi clara no seu pedido?

(Não, não é culpa sua)

Porque você acha que não tem a permissão de ser explícita nas suas necessidades.

Atire a primeira pedra a mulher que sentiu como se precisasse esconder o que precisa, como se fosse feio, como se fosse vergonhoso, como se tivesse incomodando a outra pessoa pelo fato de dizer aquilo que necessita, que precisa, que quer.

“Vou parecer interesseira""Vou incomodar""Vou parecer arrogante""Vou parecer gananciosa”

Aposto que você já se sentiu assim.

Eu já me senti assim também — e olha que nasci numa família em que a maioria era mulher.

Mas, ó, te dizer um negócio que talvez você precise ouvir hoje.

Você pode pedir o seu presente de Natal.

Você pode pedir o que você quer.

Você DEVE pedir.

Simplesmente porque você tem permissão.

É sua.

Pegue a sua permissão e faça bom uso dela pedindo tudo aquilo que você deseja pelo simples fato de que você PODE ambicionar coisas, você pode desejar coisas, você pode querer as coisas do seu jeito.

Para os negócios e para a sua vida: seja clara naquilo que você quer e comunique isso de forma assertiva.

Ninguém, absolutamente ninguém, vai poder te dar alguma coisa que você quer se a pessoa não consegue entender o que é que você está querendo. Nem mesmo você.

Quando eu pergunto pra você “o que que tu quer com seu negócio? O que que você quer fazer com sua empresa? O que que você quer pro seu produto?” e você me diz algo como “aí, Mari, eu quero, sabe, eu quero ter uma vida equilibrada. Eu quero, sabe, ter paz.

Tá, que paz é essa que você quer? O que é equilíbrio pra você? É viver na praia? É separar do seu marido? É ter uma casa própria? É reformar a sua casa? É pagar a escola das suas filhas? O que é que você quer?

Os outros não têm a capacidade de concretizar para você aquilo que você quer, se você não souber o que é e como expressar isso.

Mais importante ainda, você não vai conseguir concretizar aquelas coisas que você quiser, enquanto você não aceitar os seus próprios desejos e as suas próprias ambições.

Aceite e reconheça os seus desejos e as suas ambições sem julgamento.

Você pode querer um carro de banco bege conversível.

Você pode querer viver numa casinha na beira da praia.

Você pode querer palestrar pra milhares de pessoas.

Você pode querer nunca mais precisar lavar uma louça.

Você pode querer uma equipe de 10, 15, 20, 50 pessoas.

Seja lá quais são as coisas que você quer, reconheça cada uma delas.

Os seus desejos não são luxo, os seus desejos são legítimos, são válidos, são seus.

E o seu negócio é uma dessas ferramentas para concretização de alguns desses desejos.

Então, um resumão da carta de hoje que eu quero trazer pra você refletir

(vou escrever os dois pontos aqui porque a cabeça da empresária pré-recesso pode estar meio maluca):

A primeir a

é para você ser clara nos seus pedidos. Então, peça, comunique, solicite. E se necessário, exija.

E a segunda

coisa é pra você assumir os seus desejos. Reconheça quais são eles, abraça esses próprios desejos e entenda que eles são válidos e pare de pedir desculpa por desejar coisas que as outras pessoas não desejam.

Já a terceira e última

coisa é: lembre que seu negócio também é ferramenta para concretizar desejos. Não deixa ninguém tirar isso de você.

Antes de dar tchau e correr para as rabanadas, eu vou te convocar a exercitar o músculo do pedido agorinha mesmo.

É só um micro exercício, e você precisa de alguns segundo para fazer ele.

Procura aí dentro de você uma vontade que volta e meia aparece na sua mente e rapidamente você mesma diz

“ah…isso aqui é só um sonho. quem dera desse para fazer isso”

Vasculha aí.

Pode ser morar numa outra cidade, ter uma penca de filhos ou casar com um vestido de princesa bem esteriótipo disney do jeitinho que o patriarcado gosta.

Encontrou?

Pode ser que pensar nessa coisa seja, na mesma medida, eufórico e assustador.

Talvez você rejeite esse desejo prontamente porque nem ache que dá para concretizar.

Ou, talvez, sinta um puta frio na espinha quando pensa na possibilidade dele se tornar real.

Já sentiu isso?

O que você sente NÃO É MEDO.

Não é “mentalidade de escassez” e nem nenhuma baboseira para te convencer que você “pensa” errado.

Essa sensação é só você se deparando com a grandiosidade do que você é capaz.

Quando essa sensação aparecer, NÃO RECUE.

É um recado do teu futuro te apontando para onde ir.

Agora vem o exercício:

Qual desejo você vem escondendo de você mesma?

Que sonho você esqueceu que ainda te pertence?

Qual é a vontade que você ainda não pediu em voz alta?

Pense nessas respostas e, se você quiser começar contando para alguém, eu topo ser a pessoa que vai ler ele pela primeira vez.

Pode me mandar que eu vou ler.

O que é que você deseja?

Beijos com carboidrato frito coberto de açúcar e canela,

Mari Fernandes

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