Carta 043
Mentora Blasê não tá mais se usando
As suas clientes não estão no seu produto só pelo resultado financeiro. Elas estão lá para ser acolhidas, ouvidas e acompanhadas. Uma carta sobre o maior ativo da sua empresa: a confiança.
BUENAS TARDES, MARAVILHOSA.
Como a senhorita está hoje?
Espero que esteja com a sensação de
“ufa, dever cumprido”
misturado com
“vem fim de semana que eu vou ser feliz com você”.
Eu percebi um trem escrevendo a carta de hoje, estamos na carta nº 43, a próxima carta que eu mandar para você vai ser a primeira carta do ÚLTIMO quadrimestre do ano.
Que que fizeram com esse ano que passou voando pelo amor das deusas?!
Eu num sei você já estava ciente desse fato. Mas, agora que tá, talvez seja uma ótima fazer algo a respeito.
Como eu te trouxe um problema, vou já vir com a solução:
Separa uma ou duas horinhas da semana que vem para pensar os próximos 4 meses.
Não para você ficar desesperada querendo fazer tudo antes do ano acabar, mas justamente o oposto: se comprometer só e somente só com o essencial.
Não precisa ser nada complicado e mirabolante não, abre seu Notion, um word, um caderno e se faz essas perguntinhas aqui:
- Quanto eu já faturei e quanto precisamos faturar ainda?
- Quais são as 3 grandes coisas que se forem feitas, eu terei muito orgulho de ter feito?
- Quais produtos e estratégias eu vou usar para chegar nisso?
Por aqui, sem perceber, entramos nesse mood de “encerramento”, de começar a olhar para o que é inegociável que aconteça esse ano.
Talvez na próxima carta eu traga para vocês uma descoberta que fizemos aqui nessa semana sobre um erro estratégico que a gente QUASE se enfiou (cês querem isso?), mas o tema da carta de hoje é outro,
vamos à ele:
Vou começar com uma pequena historinha para contextualizar. Ela vai parecer que é sobre mim, mas na verdade é 100% sobre você.
Talvez dentro da sua cabeça você acredite fortemente que as pessoas compram os seus trem pelos RESULTADOS que você pode gerar para elas — na maioria dos casos, um resultado financeiro.
Se você é uma Fluida e pensa isso, eu tenho fortes convicções que a senhorita tá enganada.
Eu vou te dizer o porquê.
Vamos analisar algumas provas que embasam esse argumento.
Espia aqui essa mensagem que recebi de uma das mentoradas da vênus

Agora vamos ao caso dela: ela ACABOU de entrar na VÊNUS, essa semana fez o segundo Hotseat dela.
Nesse curtíssimo espaço de tempo, deu nem para pensar em aumentar a margem do negócio, não geramos milhares de reais a mais de lucro e nem ela tem um caixa de 250 mil reais guardado. Negócios levam tempo.
Ou seja, sob essa ideia de que resultado = dinheiro ela ainda não teve o danado do “resultado”.
Mas, se ela não teve ainda a ÚNICA coisa que veio buscar na Fluida, por que raios ela mandou essa mensagem dizendo “estar na VÊNUS foi a decisão MAIS ASSERTIVA do ano”?
Põe seus miolos para funcionar e tenta me responder.
(Tô falando sério… pensa ai)
Bom, eu vou construir essa resposta junto com você:
Se a premissa de que o que as pessoas querem de você é SÓ resultado estivesse certa, seria impossível receber uma mensagem dessas.
Se ela estivesse aqui só por conta dos dinheiros, era só eu colocar o plano de ação dela no Diário de Mentorada, indicar o que ela tinha que executar e tchau.
Num precisaria passar horas no Zoom.
Num precisaria de suporte no WhatsApp.
Num precisaria nem olhar para a cara dela.
Mas, por que mulheres pagam tantos dinheiros para poder sentar comigo ou com você num Zoom?
Pensa de novo
Porque é difícil para caralho fazer empreender SOZINHA!
É muito difícil, é muito solitário.
Se põe no lugar dessa mentorada:
Você tem que tomar um milhão de decisões todos os dias e a maior parte delas você não tem a menor ideia de qual caminho seguir.
É doloroso chegar no final de um mês que você rolou um problema pessoal, não ter batido a sua meta e ver o seu caixa se esvaindo.
E aí você precisa juntar energia, sabe-se lá de onde, para ter certeza que você não é um fracasso, para ter certeza que a sua empresa não faliu.
E aí depois ainda precisa conseguir juntar energia para se reerguer e no próximo mês bater a sua meta e voltar a trabalhar como se nada tivesse acontecido.
Ufa….cansa só de pensar.
É solitário bater uma meta importante, fazer uma coisa legal na sua empresa, fazer uma coisa relevante que é significativa pra você e não ter NINGUÉM perto de você que vai entender sua felicidade com isso.
É muito solitário querer conversar sobre as coisas que estão acontecendo na sua empresa e ninguém perto de você entender.
Não é assim que você se sente?
Todos esses SENTIMENTOS que eu acabei de descrever são no final das contas OS REAIS motivos pelos quais elas não querem “só” os dinheiros.
Essas mulheres estão na Fluida também para isso:
Para pertencer
Para ser acolhida
Para ser ouvida
Para ter com quem comemorar.
E é aqui que você vai entender que essa história que eu te contei até agora não é uma história da Fluida, essa é precisamente a SUA HISTÓRIA.
As suas clientes não estão nos seus produtos SÓ pelo resultado
Elas querem você para tudo isso aqui:
Para comemorar junto
Para receber puxão de orelha quando fizer merda
Para simplesmente poder ouvir: “eu tô aqui. Eu sei que tá hard, eu sei que tá difícil, mas eu enxergo em você uma coisa que talvez você não esteja enxergando. E vai dar bom, e a gente vai fazer isso dar bom juntas.”
Entendeu agora?
Você talvez tenha tido os seus neurônios embebidos num suco de guruzisse que te fez acreditar que as relações que você cria com as suas mentoradas são o de menos.
Que você tem que se focar só no seu método e trazer gente pra escalar.
Que todo o seu cuidado, dedicação, personalização com quem compra de você é uma bela de uma perda de tempo e dinheiro.
E isso tem feito você jogar fora um dos maiores ATIVOS da sua empresa: a CONFIANÇA.
Não seja convencida por sei lá quem que você tem que ser fria e blasê.
Não compre a ideia de que você tem que subir num pedestal e se manter o mais distante possível dos seus clientes.
Essa ideia vai ser repetida incessantemente no seu ouvido, se recuse a escutá-la.
Tentaram, e ainda tentam, me convencer que proximidade é “cilada”.
O que eles não sabem é que meus números, e meu coração, me provam todo dia o contrário.
Eu me orgulho profundamente de viver na Fluida e de intencionalmente me colocar também como essa mentora que de blasê não tem poha nenhuma.
Eu não sou essa mentora, e é provável que se você está aqui, você também não seja.
Apesar do barulho, persista no caminho de criar relações genuínas com as pessoas que confiaram o negócio e a vida delas na sua.
Meu coração (e nossa margem de lucro) recomenda.
Beijos nada blasê,
Mari Fernandes.
OBS:
Se você se identifica visceralmente com o que trocamos nas nossas cartas semanais eu tenho um forte feeling que você é o tipo exato de empresária que seria muito feliz aqui na Fluida.
Eu quero conhecer para quem eu mostro partes tão íntimas da minha empresa mas também de mim.
Quero também conhecer as suas.
Eu vou começar te perguntando, você me responde por aqui e vamos assim conversando, combinadas?
Então, responde para mim:
Onde o seu negócio está hoje? Tá feliz com ele? Tá hard? Tá crescendo?
Tô esperando para te ouvir.