Carta 037
Ameixa enrugada
Gestão não é a ameixa enrugada e ácida que você tem que engolir. É o que te dá poder — poder de decidir, de liderar, de fazer dinheiro. Uma carta para mudar o que você pensa sobre gerir o seu negócio.
BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!
Como você tá nessa metade do mês dessa metade do ano?
Eu demorei para engatar pós-férias, mas engatei com tudo.
Acho que um dos motivos é que eu volto de férias e volto a dar mentoria e consultoria.
E, PPK que pariu, como esse é o meu lugar no mundo, me preenche de verdade, me impulsiona e não há síndrome da impostora que exista quando eu tô mentorando.
É um papel que eu sei que desempenho muito bem e isso enche minhas baterias.
Voltar a mentorar pós-férias também é combustível.
Mas, a carta de hoje num é sobre isso não, esse aqui foi só o papo introdutório de comadres.
Hoje falaremos de empresária para empresária
(quase um slogan das lojas marisa, mas é o que temos para hoje).
Hoje é chá de realidade com gasolina para acender o fogo no cool.
Vamos ao que interessa:
No começo do negócio nossos problemas giram mais ou menos em torno disso aqui:
→ Esse meu produto é bom ou é só um lixo que eu to apaixonada?
→ Meu conteúdo tá muito confuso, preciso deixar mais claro o que eu faço
→ Deusas por favor me sinalizem onde caralhos se escondem os meus clientes.
Basicamente, a gente fica bitolada em resolver os problemas de marketing e vendas do negócio.
Mas, eis que se você é uma Fluida, a vida começa a melhorar…
Os clientes começam a chegar, você começa a gerar provas irrefutáveis do seu produto, os dinheiros vão entrando e ai vem a segunda rodada de paranóias:
→ Como é que eu vou dar conta de tanta gente?
→ E se a qualidade do produto acabar caindo?
→ Eu que implorava para alguém me pedir orçamento não aguento mais responder cliente no whatsapp
→ Acho que vou ter que dar uma desacelerada nas vendas para dar conta
→ Cadê aquele diacho daquele documento?
O problema deixa de ser encontrar clientes e começa a ser como
MANTER esses clientes sem PERDER o juízo.
Temos mais de um produto rodando, tem conteúdo, contrato, cliente, venda, nota fiscal, contabilidade, whatsapp, direct, email… tudo ao mesmo tempo agora.
Nesse momento a senhorita começa a se questionar
“Olha, Deus, eu sei que pedi para o meu negócio dar certo, mas eu num sabia que o bagulho ia ficar tão doido”.
Num é mais ou menos assim?
Então, é sobre esse momento que a gente PRECISA conversar hoje (mesmo que você não tenha chegado nele, porque ele vai chegar
).
Depois que a gente passa da fase de incerteza sobre a viabilidade do negócio, onde a gente nem sabe se essa poha vai dar certo, as dificuldades são outras.
A gente para de duvidar que as pessoas compram os nossos produtos e começamos a nos preocupar em como achar MAIS dessas pessoas.
Eis que essas pessoas chegam, o negócio cresce e o problema da vez passa a ser:
“ppk que pariu como é que eu vou dar conta de tanta gente?”
E sabe qual é a cilada
aqui?
É que você basicamente aprendeu a fazer marketing e vendas para chegar onde chegou.
Mas, marketing num te ajuda em poha nenhuma para manter a parada funcionando depois que já deu bom.
E aí que você fica que nem uma barata tonta em uma névoa de baigon tentando descobrir qual é a coisa milagrosa que vai fazer a sua vida de empresária ser aquela liberdade toda que vendem no instagram.
E a resposta é uma palavrinha minúscula que tem sufixo de palavrão:
Sim, meu amô estamos falando de GESTÃO.
A temida que faz você revirar os zói pensando
“trem chato da poha!”
Eu já cansei de ouvir esse pensamento similares das empresárias que atendi nos últimos 10 anos (eu me sinto uma matusalém dos negócios falando isso).
Em geral, ela é inclusive falada por algum palestrante que está justamente tentando ensinar gestão para a sua plateia.
Algo do tipo… “gestão é chato, MAS…”
Igual a gente fica tentando convencer criança a tomar remédio ruim.
Por algum tempo, até eu fiz coro com essa visão “gestão é chato, MAS tem que fazer”
Hoje, porém, eu tenho uma visão completamente oposta disso.
E minha missão
é fazer com que você também tenha.
Pensa aqui comigo:
Quando a gente diz que gestão é chato, mas tem que fazer é quase como se a gente tivesse dizendo:
“Gerir é a parte chata de empreender”
Que ter um negócio é um enorme pudim de chocolate bem gostosudo e gestão é aquela ameixa enrugada
nada apetitosa que alguém sem miolos enfiou lá no meio para decorar e a gente é obrigada a engolir por educação.
Só que eu tenho reparado que essa perspectiva na real serve muito bem ao propósito de deixar a gente cada vez mais distante das coisas que efetivamente nos dão poder.
Quer ver?
Fazer dinheiro te dá poder
Saber negociar te dá poder
Liderar te dá poder
E tudo isso é o que?
GESTÃO.
Quando a gente diz que gestão é chato, a mensagem subliminar é que ter PODER e poder decidir os rumos das coisas é CHATO, trabalho, cansativo.
Sem perceber, o que a gente tá dizendo é que a melhor posição para nós é aquela de ESPECTADORA.
Que é mais legal observar tudo ser feito e não gastar energia opinando.
Mas, pensa comigo, se a gente não gere nada, a gente não pode construir nada que nos sirva.
E se for assim a gente vai ter que viver sobre a gestão e as decisões das coisas criadas por outras pessoas.
É isso que a gente quer como grupo?
É isso que queremos para mulheres?
A gente quer mesmo ver o mundo ser gerido pelos machos de sapatênis?
Falar sobre gestão também é falar sobre a nossa capacidade de combinar recursos para criar coisas que servem a nós.
Gestão não é chato.
Chato é tentar convencer uma geração de empresárias que o melhor para elas é aprender a fazer stories esteticamente agradáveis, enquanto seus concorrentes decidem o rumo do mercado.
Aprender a gerir também é uma forma de revolução.
Gestão não é a ameixa enrugada e ácida que você tem que engolir
Gestão é decidir que no SEU pudim não tem ameixa.
E receber na sua mesa um pudim bem chocolatudo bem do jeito que VOCÊ queria.
Fez sentido?
Espero que tenha feito, porque usei toda a minha rede neuronal para criar uma analogia entre pudim e empresas só para convencer a senhorita que gerir é bom para ppk.
Se isso não te convencer que tomar o controle da sua empresa é uma coisa maravilhosa,
eu não sei que tipo de alimento vou ter que trazer no próximo email para convencer você.
Como eu confio na analogia do pudim, eu acredito piamente que a essa altura do campeonato você já tenha entendido o meu ponto. E eu não vou encerrar essa carta sem ter a certeza que você sacou o paranauê que eu trouxe nessa carta para você.
Então, para a gente manter a amizade, eu aguardo uma resposta sua
a essa carta dizendo
“Meu pudim não tem ameixa”
(ainda que você goste de ameixa, pelo amor da deusa não estraga a brincadeira)
O seu pudim tem o que?
Beijos chocolatudos,
Mari.
OBS:
Abri um trem diferente na Fluida durante esse mês de julho, o Divã comigo.
Ele é uma call gratuita de direcionamento estratégico.
Lá eu analiso o seu negócio e desenvolvo um plano pra senhorita escalar sem surtar. Estou selecionando algumas empresárias para fazer esse Divã e a senhorita pode preencher esse formulário para tentar uma vaga.