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Carta 035

Não tem cheiro no zoom

O time da Fluida é 100% remoto — e eu nunca tinha visto essas mulheres na vida. Até que numa viagem a Floripa, o universo nos colocou no mesmo lugar. Uma carta sobre a cultura que a gente constrói da porta para dentro.

Gestão de negócios

BUENAS TARDES, MARAVILHOSAS!

Hoje eu quero contar um dos acontecimentos dessa viagem que foi muito significativo para mim e que talvez seja para você também.

Tem uns negócios que acontecem na Fluida que eu ainda me espanto de ver acontecendo.

Eu vou contar uma dessas coisas para você hoje.

Alguns anos atrás, eu tinha uma pergunta recorrente para os meus mentores.

Essa era uma pergunta recorrente porque a minha preocupação também era recorrente.

Eu queria saber como que eles criavam a CULTURA do time deles.

Num mundo onde a regra é cada um por si e ninguém por todos e em que os clientes são só números, imagina a desimportância que as pessoas que trabalham na equipe tem.

Isso me preocupa em um bom sentido.

Eu SEMPRE quis ter um time, e sempre quis que esse time fosse uma extensão da rede que a gente construiu para as nossas alunas.

Se as nossas alunas encontram acolhimento, impulso, diversão e celebração diária de quem elas são, eu queria a mesma coisa para o meu time.

Eu queria que elas AMASSEM trabalhar na Fluida tanto quanto eu amo, que chorassem nas formaturas do ESE como eu, que se sentissem pertencentes, valorizadas e boas para ppk.

Eu não sei fazer nada sozinha, e a Fluida sempre teve um time para chamar de seu.

Bom…

Mas, quando eu fazia essa pergunta para os mentores, a resposta era sempre em um tom de surpresa e quase de desinteresse.

Eu perguntava

“como você faz para criar a cultura do seu time?”

E era como se eu estivesse trazendo uma preocupação vinda de um outro planeta, a resposta em regra era um punhado de palavras sem conexão.

Posso dizer que em alguns momentos teve gente que achou graça da minha preocupação, como se fosse

“ah coitadinha, ela tá se preocupando com cultura HAHA devia estar mais focada no tráfego”

e derivados.

Eu segui com a preocupação de fazer a Fluida da porta para dentro ser exatamente a Fluida que a gente comunica da porta para fora.

Eu tinha pavor (e ainda tenho) de criar uma empresa que é bem sucedida no instagram e que, por dentro, as pessoas brigam, são sugadas até a alma e estão rezando para sair dali o quanto antes.

Eu sempre tive esse medo, mas sinto que ele tomou proporções maiores quando comecei a conhecer o bastidor de empresas maiores aqui no digital.

As informações chegam até os ouvidos e que chegava para mim é “essa semana saíram x pessoas da empresa de fulano”, “ciclano que trabalha com aquele player lá tá com burnout”

Bom, eu segui com a minha preocupação, fazendo aquilo que eu achava ser o certo — nem sempre acertando, mas aos poucos fui construindo o jeito Fluida de ser.

Nomeamos a mulherada que trabalha com a gente de SEREIAS, implementamos um checkin emocional antes de cada reunião, criamos um canal no nosso Discord só para falar fofocas…

e fomos construindo a nossa cultura.

Eis que essa semana eu recebi uma prova de que a Mari, que se preocupava com cultura e era discretamente ridicularizada, talvez estivesse certa.

Talvez você não saiba, mas todo o time da Fluida é remoto. Nós já tivemos 12 sereias no time ao mesmo tempo e cada uma em uma cidade diferente.

Isso significa que a gente só conhece cada uma pela telinha do Zoom.

(E que poder pode ter uma telinha do zoom quando a gente coloca as pessoas antes dos números!)

Eu trabalhei com mulheres de tudo quanto é canto do Brasil sem nunca ter visto elas cara a cara, sem saber a estatura, o perfume que usa.

No ano de 2021, a gente fez o lançamento da turma 4 do Empreender Sem Enlouquecer e naquele lançamento, trouxemos um time só para o lançamento, foram meses muito intensos, as vezes exaustivos, com reuniões diárias às 6h da manhã (sim, não tínhamos juízo).

Eu nunca encontrei nenhuma daquelas 12 mulheres que entraram nesse lançamento presencialmente, nosso trabalho juntas durou alguns poucos meses. Mas, como diz nosso mantra:

Uma vez Fluida, sempre Fluida

Essa semana, fui para Floripa à trabalho e um dia à noite, antes de dormir, abri o Instagram, passei por alguns stories e vi que duas dessas sereias estavam em Floripa também.

Sabe aquelas sincronicidades do universo?

Então!

Só tínhamos uma brechinha de horário antes de cada uma pegar o seu voo de volta para suas casas e marcamos de nos encontrar.

Eu nunca tinha visto essas mulheres na minha vida e tinha 2 anos que a gente tinha trabalhado juntas.

Mas, assim que elas saíram do uber, apertamos o passo para abraçar a outra.

Aquele abraço apertado com força que diz sem dizer “eu vejo você”.

Durante esse lançamento que falei, tivemos vários dias de risadas e outros tantos de lágrimas mas a gente tava lá, uma puxando a outra para cima.

E agora passamos 3 horas ininterruptas conversando sobre a vida, sonhos e perrengues de cada uma com mulheres que vieram parar na minha vida pela Fluida, que entraram no meu destino para prestar um trabalho, mas acabaram pegando um pedaço do meu coração.

Eu não sei o que você tem aprendido nesse mercado loco do digital sobre o real papel das pessoas que constroem a sua empresa com você, mas eu posso dizer com toda a convicção que essas pessoas são talvez mais importantes do que o O QUE você vem construindo.

QUEM é sempre mais importante do que o QUE.

As pessoas que passam na sua empresa e trabalham com você talvez sejam a rede mais importante sobre a qual ninguém fala.

Elas vão comprar com você o seu sonho e aplicar o tempo de vida delas para construir a sua visão.

Escolha as pessoas com quem vale a pena viver essa montanha russa.

Escolha aquelas com as quais você vai poder chorar um lançamento fracassado e comemorar uma meta batida.

Mas, escolha também aquelas com as quais você pararia as suas férias na praia para ficar até as 2 da manhã sentadas num sofá enroladas numa coberta escutando e sendo escutada.

Eu não acho que negócios sejam equiparáveis a guerras, mas a frase batida é verdade:

“Quem está ao seu lado nas trincheiras importa mais do que a própria guerra”

Eu costumo escrever essas cartas “da porta para fora”, para vocês minhas alunas, mentoradas e seguidoras, mas hoje ela é para a porta para dentro.

Para TODAS as sereias (as que já passaram por aqui, as que estão hoje aqui e as que ainda vão chegar).

Obrigada por viverem essa “trincheira” desafiadora que é tocar um negócio comigo.

Cada uma de vocês construiu um pedaço do que é a Fluida, mas também um pedaço de quem eu sou.

Que da porta para dentro a gente continue sendo o que comunica da porta para fora.

Uma vez Fluida, sempre Fluida

Mari.

OBS1:

Na carta da semana que vem conto o que rolou na viagem — com direito a fotos!

OBS2:

Bia nasceu!

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·