Carta 024
Tu não é a Nathalia Arcuri, que sorte
Tu não é a Nathalia Arcuri — e essa é uma sorte. O trabalho invisível sustenta o negócio, e talvez você esteja deixando dinheiro na mesa sem perceber.
BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!
Já declarou que é feriado ou ainda está com 🔥 no 🆒 trabalhando no seu negócio?
Por aqui terei um pouco de cada — e espero que acompanhada de chocolate nos dois cenários.
Iniciamos esse novo trimestre por aqui com metas mais ousadas, porém mais essencialistas.
Sim, a Mari megalomaníaca ligada no 220v 24 horas por dia está em negociação com a Mari que quer mais tempo para aguar as plantinhas no quintal e pensa em se aposentar numa casa na beira da praia cercada de verde.
Você sente isso ai também?
É como se a gente tivesse duas grandes facetas de nós mesmas: a que quer acabar com todas as injustiças do mundo e a que só quer botar meias e comer um bolo da tarde com as amigas.
Ser uma empresária que quer crescer e uma mulher que quer desfrutar, acho que essa é uma das dicotomias mais interessantes (e desafiadoras) que eu vivo e percebo nas Fluidas em geral.
A gente quer muito. Mas, porra, a gente já faz muito também.
Os nossos propósitos são enormes, significativos e relevantes.
Mas, a gente quer poder ser irrelevante e dispensável quando der vontade.
É um misto de “essa coisa aqui no mundo está errada, se ninguém faz nada eu vou fazer” com “quero fazer mais nada não, faz aí você”.
Nesse pêndulo entre essas duas partes, não só a gente precisa se acomodar, mas os nossos negócios também.
E hoje eu quero trazer esse tema para a gente elucubrar juntas.
Eu acho que sempre fui essas duas Maris juntas. Mas, acho que a idade mais a maturidade e a responsabilidade de ter uma empresa, equipe, pessoas para quem você paga salário exacerbaram a Mari que quer muito mas não quer tudo.
Eu estou nessa reflexão há alguns meses e fazendo mudanças significativas na Fluida por conta disso.
Como a gente constrói empresas que mudam o mundo enquanto nos damos espaço para só aceitar que tem coisas que não vamos mudar nesse século. Então, tá tudo bem conviver por enquanto como elas são?
Como a gente cresce, lucra mais, fatura mais, sem precisar fazer mais o tempo todo?
Como sermos empresárias que tem o controle sobre o seu negócio sem precisar também sermos as únicas a termos “tudo sob controle”?
Bom, eu tenho rios de cartas para a gente conversar sobre isso, mas hoje vou começar com um tópico: o poder do trabalho que ninguém vê.
Nós, mulheres, temos uma carga enorme de trabalho invisível — arrumar a casa, levar filho/sobrinho na escola, fazer comida, lavar a louça.
Esse tipo de trabalho sustenta MUITA coisa que ninguém vê e que ninguém valoriza e que ninguém remunera.
E isso é uma bela bosta, diga-se de passagem.
Mas, e se a gente pudesse usar ao nosso favor as nossas habilidades de fazer coisa para caralho enquanto ninguém vê?
E se a gente subvertesse essa obrigação de ser impecável nos bastidores E nos palcos e se concentrasse no trunfo de ser relevante onde ninguém tá vendo?
Então, é isso que a gente tem feito aqui em dona Fluida.
Lê isso aqui:



Hoje é dia 7 de abril, mal terminamos a primeira semana do mês e nossas vagas de consultoria para abril estão a UMA cliente de estarem lotadas.
Eu fiz stories divulgando a luz esse mês? Não
Eu fiz stories ontem? Também não
Mas eu, nos bastidores, faço (e sei que faço) um trabalho impecável com as minhas clientes.
E, porra, COMO ESSE TRABALHO compensa.
Quase ninguém vê, eu passo muitas e muitas horas em sessões que muitas vezes acabam em choro, em emoção, em confissões e revelações que eu não posso mostrar nos stories.
São histórias íntimas, potentes, chás de realidade amargos e necessários que não cabem sempre no palco.
Mas, esse trabalho invisível sustenta as coisas.
A diferença é que, ao contrário do trabalho invisível que nos é imposto, esse aqui eu AMO, QUERO e sou REMUNERADA muito bem para fazer.
Eu não sei se você lembra de uma das cartas passadas que eu te falei que eu mesma não tinha enxergado o poder desse trabalho invisível.
Eu contei para você que a ideia de criar o consultorize não foi minha, eu já fazia essa bagaça há quase uma década, vendia caro e nem passava pela minha cabeça o quanto isso era valioso.
Eu entendo que num mundo de palco, holofote e cortes fakes de podcast, o que parece valer é sempre o que é dito nos microfones.
Mas, porra, olha aqui a nossa carta semanal acontecendo nos bastidores toda semana?
Olha o nível de profundidade das coisas que a gente conversa aqui?
Produtos que acontecem nos bastidores são as vezes mais valiosos do que aqueles que brilham em neon na nossa fuça.
(Leia de novo)
Deixa eu te dar um exemplo:
Pensa ai num desses nichos bem grandões que rola dinheiro para caramba e que tem 39 mil especialistas grandes.
Bora usar por exemplo o nicho de finanças.
Pensa na Nathalia Arcuri.
Ela tá há anos falando sobre finanças, tá há anos mostrando pras pessoas que elas precisam olhar pra isso.
Você já viu ela vendendo consultoria?
Seja de negócios, de comunicação, de como criar um canal fodarástico no youtube?
Você acha que ninguém nunca nessa vida pediu pra consultar ela sobre esses temas?
O fato é que nomes grandes vendem consultoria, mas isso nem aparece nos palcos.
Não dá tempo de divulgar.
Mas, como isso ajuda o SEU negócio?
Bom, dona Nat Arcuri cria todos os dias um batalhão de demanda por CONSULTAS FINANCEIRAS quando ela martela esse tema nos seus trocentos canais de comunicação.
E presta atenção: ela pode atender essa galera?
NÃO!
Então, quem vai atender essa galera sedenta por consultar quem SABE sobre finanças?
Todo mundo que NÃO é a Nat arcuri.
Tu é a Nat arcuri?
ENTÃO, QUE SORTE A SUA!
O que eu tô te trazendo aqui é que rola um mundo oculto de faturamento com consultorias e a senhorita não tá vendo simplesmente porque não dá nem tempo de ver.
Além de vender, o óbvio que é a consultoria em si, tem mais um bando de estratégias que a gente usa para fazer dinheiros sem ser a Nat Arcuri.
Ó outras formas invisíveis que a gente tá vendendo a Consultoria Luz que nem todo mundo vê ou sabe ou imagina (sem contar as indicações, as recompras etc).
- Usar a Consultoria Luz como upsell: você compra um curso e em seguida recebe a oferta para a Luz que é mais cara que o curso
- Utilizar a Luz como downsell: depois de um lançamento da mentoria Vênus (que o investimento pra participar é de R$ 5.500), nós ofertamos a Luz dentro do grupo de interessadas na Vênus que não estavam no momento de participar da mentoria ou que não podiam arcar com o investimento ainda
- Usar a Luz como porta de entrada: nesse terceiro caso a Luz é uma porta de entrada para o Conselho Estratégico (consultoria com acompanhamento de 4 meses que o investimento é R$ 20.000) e que durante a sessão da Luz eu faço um diagnóstico do que a minha cliente precisa e depois oferto o Conselho
Tu sabia desse tanto de estratégia?
Pois, agora tá sabendo (leia com a voz do meme — e se não conhece o meme, veja mais memes para eu não ficar rindo sozinha das piadas infames que coloco dentro das nossas cartas).
Nem só de palco se constrói uma empresa.
O trabalho invisível sustenta.
E talvez você poderia estar tirando dinheiros dele também.
Esse feriado eu vou me dividir entre gravar módulos novos para o Consultorize e me empanturrar de quantidades não saudáveis de açúcar e cacau.
Agora deixa eu ir que vou variar entre descanso e gravação de módulo novo.
Beijos,
Mari Fernandes