Carta 020
Sentimentos conflitantes no 8M
O 8M me traz sentimentos conflitantes: conquistas de um lado, o que ainda falta do outro. Uma carta sobre a síndrome de Madre Tereza e por que consultorias podem ser a sua forma de ajudar o mundo.
BOA TARDE, MARAVILHOSA!
Essa semana passou rápido para você também?
Parece que foi ontem que estávamos nesse nosso papo de toda sexta-feira.
Ao mesmo tempo já parece que tem 2 décadas.
De lá pra cá, tivemos novas evoluções nos 3 produtos que eu estou parindo.
(Sim, trigêmeos!).
O curso de consultoria foi batizado:
Consultorize!
Teve sessão da Vênus.
Implementamos uma nova estratégia que eu tava doida pra colocar pra rodar que já já vai estar rodando e trazendo vendas (depois conto para vocês).
E teve o dia 8 de março.
Todo 8M me traz sentimentos conflitantes.
Eu num sabia nomear bem esse sentimento e nem dizer de onde ele vinha até esse dia 8.
Até então era só um mix de alegria e desconforto, mas eis que agora sei o que é.
Olho pra trás e vejo progresso, vejo que conquistamos muito.
Olho pra frente e vejo o tanto que ainda falta, o tanto que ainda nos falta.
Percebo o quão atrasados estamos enquanto sociedade injusta com nós, mulheres.
E perceber isso me conecta com uma parte de mim que dinofluidas vão saber qual: a da síndrome de Madre Tereza.
Eu olho ao meu redor e quero ajudar TODAS as mulheres,
quero resolver a vida de todas elas, quero vê-las crescer, ser independentes e com o bolso cheio de dinheiros.
Quero ajudar a mulher que está atravessando a rua agora perto da minha casa. Quero ajudar as mulheres da minha família (caso você não saiba, aqui em casa nós somos 8 mulheres!). Quero ajudar minhas alunas, mentoradas, seguidoras. Quero ajudar a senhorita que está me lendo nesse instante e que certamente coloca a cabeça no travesseiro e se incomoda com percalços da vida.
Eu tô diariamente escutando dezenas de histórias que eu SEI que existe uma solução.
E eu sei que existe isso porque essa foi a forma que eu aprendi a enxergar o mundo há muito, muito tempo.
Desde a época que eu fazia biologia na faculdade eu tô vendendo solução pra problemas. Nesse tempo eu vendia aula particular, treinei o meu olhar pra encontrar a solução de porque caralhos os alunos não estavam tirando nota boa na prova e precisavam dessas aulas extras.
Depois vi o problema da falta de tempo pra cozinhar comidas saudáveis e criei o foodprep pra resolver.
Depois vi o problema da falta de tempo como um todo e criei a consultoria de produtividade.
Depois os problemas de negócios femininos e criei várias consultorias pra resolver os inúmeros problemas que nós, mulheres, enfrentamos enquanto empreendedoras.
A função da consultoria
é você identificar um problema e, através de uma conversa, você trazer a solução.
É assim que eu vejo o mundo: identificando problemas e criando soluções.
(Lembra lá do papo das lentes? Da carta da semana passada? Então, é isso)
E eis que quando a gente olha pro mundo, como mulher, e começa a usar a lente do feminismo e não só a lente da consultoria, a gente começa a ver problemas que eu simplesmente não consigo criar uma consultoria e resolver.
Num consigo resolver a sobrecarga feminina, a dupla jornada de trabalho, a desigualdade salarial e de gênero, o feminicídio e a violência, a discriminação.
Enfim.
Temos muito ainda o que avançar na nossa luta e eu sei que não sou eu quem vou resolver todos os problemas do mundo, mas que somos nós, juntas, unidas.
Eu imagino que você também tenha as suas causas, as coisas que você acredita com unhas e dentes, a sua gama de problemas que você gostaria de resolver de uma vez por todas.
A sua síndrome de Madre Tereza também deve surgir aqui e ali e te paralisar pela vontade extrema de ajudar à todos.
O que eu posso te dizer que me ajuda sempre nessas horas é que eu penso o seguinte:
“Beleza, Mariana, o planeta Terra tá cheio de problema, tá desafiador pra cacete pra 99% das pessoas. Mas quais são aqueles que você pode resolver?”
E aí eu volto pro meu centro e lembro que os problemas que eu posso resolver, eu tô resolvendo através da Fluida.
Eu tô ajudando as minhas mulheres.
Tô fazendo isso através dos cursos, das mentorias, do conteúdo gratuito, das trocas no direct e das consultorias.
Talvez seja por isso que eu gosto tanto da entrega da consultoria, porque diferente dos problemas estruturais do mundo, eu vejo a solução IMEDIATA.
“Ok, o mundo é muito escroto com as mulheres e levaremos sei lá quantos séculos para resolver esses trem, mas olha acabamos de desenhar um produto que a fulana tava tentando parir há meses”
Eu consigo transpor a minha vontade de soluções imediatas para o meu trabalho dentro das consultorias.
E escrevendo esse email agora, percebo que isso, além da grana óbvio, me conforta de certa forma.
(Engraçado como quando trabalhamos com o que vibra internamente quem nós somos se mistura com o que fazemos né?)
A senhorita também pode sentir isso criando, vendendo e entregando consultorias apaixonantes.
Essa pode ser a sua forma de ajudar a sua parcela de humanos.
Se você é boa com dinheiros, você pode vender consultoria financeira.
Se você é boa com processos, pode vender consultoria de gestão de projetos.
Se você é boa com branding, pode vender consultoria de posicionamento.
Se você é boa com organização, pode vender consultoria de produtividade.
Seja lá em que você for boa, existe um problema, desconforto ou B.O que você pode ajudar alguém a resolver
com isso que sabe.
E te digo mais: essa pode ser a forma com que você tem mais LUCRO.
(Te falo isso sem pudor algum simplesmente porque nenhuma mulher é livre sem dinheiro e ninguém vive de amor e luz)
Isso te empolga?
Ajudar as pessoas em pequenos problemas que você sabe o que fazer?
Criar soluções para outras pessoas e cobrar 2k, 20k por isso?
Num sei se você tá sabendo, mas na quinta-feira que vem (dia 16/03 às 10h) eu vou fazer uma reunião no Zoom pra apresentar o nosso novo curso, o Consultorize.
O Consultorize é onde vou ensinar a entregar consultorias apaixonantes que as pessoas pagam 2k, 20k por elas.
Que no próximo 8 de março tenhamos mais mulheres livres também.
Enquanto tivermos problemas, eu (e você) estaremos por aqui criando as soluções que podemos criar.
Beijos Feministas,
Mari Fernandes.