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Carta 198

Medo de mudar

BUENOS TARDES, MARAVILHOSA! Ontem eu tava vendo um vídeo que um psicólogo falava assim: "A vida é caos, a vida é o que acontece entre uma mudança e outra." E aí que eu fiquei matutando sobre essa frase e queria dividir…

Gestão de negócios

BUENOS TARDES, MARAVILHOSA!

Como a senhorita chega nessa sexta?

Ontem eu tava vendo um vídeo que um psicólogo falava assim:

“A vida é caos, a vida é o que acontece entre uma mudança e outra.”

E aí que eu fiquei matutando sobre essa frase e queria dividir uns pensamentos com você.

Na PF eu não sou uma pessoa muito afeita a mudanças.

Na verdade, eu sou uma pessoa de rotina, previsibilidade, repetição.

A ideia de me tornar uma nômade por aí, sem casa, sem residência, sem meus cacarecos me parece próxima à loucura.

Sou uma jovem senhora de rituais, gosto de tomar café da manhã num cantinho x, sentar para ler no cantinho y, tenho uma playlist z quando preciso me concentrar numa tarefa.

Quando acho uma rotina que eu gosto, eu quero ficar nela para sempre.

Achei um esporte massa, pronto, não preciso procurar mais nenhum.

Eu gosto de não ter que pensar nas próximas etapas do meu dia e já ter tudo ordenado em perfeita harmonia me esperando.

Na minha PF eu não sou a pessoa da mudança, por mim se deixar tudo ordenadinho como tá, melhor e favor não tirar do lugar.

Isso é na PF, mas na PJ eu não sou assim.

Na PJ eu tenho uma enorme facilidade para mexer e mudar.

Na verdade, eu não só tenho facilidade para mudar o que quer que seja, como eu anseio pela mudança.

Nada, absolutamente nada da PJ, para mim, está escrito em pedra.

A não ser os nossos valores, fora isso, qualquer coisa que eu descubra que tenha que ser mudada, eu mudo.

E aí que eu fiquei pensando: como é que eu posso ter tanta facilidade de mudar as coisas na PJ enquanto na PF eu quero é manter tudo bonitinho no lugar?

E aí, ouvindo algumas mentoradas essa semana, me caiu a ficha.

Todas as mudanças que eu já fiz na minha PJ sempre, de um jeito ou de outro, me levaram para um lugar melhor.

Todas, ainda que eu tenha passado por um lugar intermediário meio cagado, no todo o trem sempre foi melhorando.

Um processo que tava capenga.

Uma pessoa desencaixada da cultura.

Um produto que eu não amava tanto assim.

Tudo que eu mudei na Fluida sempre foi para ficar melhor.

E no final das contas, acabou sempre ficando melhor.

A vida que acontece na PF nem sempre muda para melhor, existem doenças, lutos, términos… coisas ruins de verdade acontecem.

Mas na nossa empresa, se você reparar bem, vai ver que, fora eventos catastróficos muuuuito fora do nosso controle, tudo que a gente ESCOLHE mudar dá para mudar com menos margem de erro.

Não é que a gente tenha bola de cristal, mas é que, se você quer mudar alguém da equipe, é porque essa pessoa JÁ não está funfando.

Se quer mudar a estratégia de vendas é porque ela já NÃO está vendendo.

As mudanças que fazemos na nossa PJ são quase todas impulsionadas por algo que nós já sabemos que não queremos mais.

E sabendo o que não queremos, fica muito mais fácil andar em direção aos lugares que serão mais gostosinhos para nós.

E por que eu tô trazendo isso?

Essa semana eu fiz uma série de consultorias e reuniões de diagnóstico com um bando de empresas.

Sempre que uma empresária me procura, ela me procura porque quer justamente MUDAR.

Ninguém me procura porque quer que tudo continue exatamente como está.

As mulheres chegam aqui na Fluida, querem coisas diferentes das que estão vivendo:

Mais tempo livre,

Mais faturamento,

Menos retrabalho,

Mais viagens,

Mais processos,

Menos erros.

Elas não querem permanecer onde estão.

E se elas querem mudar, obviamente a empresa precisa mudar.

Mas um fenômeno muito curioso acontece.

Mesmo as mulheres que querem muito uma empresa diferente, sempre me relatam um certo frio na barriga de começar a trabalhar com a Fluida.

Para algumas é um medinho.

Para outras é um medão.

E para algumas o medo é tão grande que, apesar de quererem sair de onde estão, mudar muito parece muito demais.

Todas sentem alguma forma de medo:

De não dar conta,

De não aproveitar tudo que a Fluida tem,

De não dar certo.

Elas temem o que ainda não conhecem, mesmo odiando o que já estão acostumadas.

E aí que eu queria te trazer um outro olhar sobre isso.

Mudar assusta.

Sempre assusta.

Mas, em se tratando das nossas PJs, eu não acho que deveríamos ser tão governadas pelo medo.

Se você decide ter um filho e depois acha que deveria ter esperado mais uns 5 anos, não tem muito como botar a criança de novo na barriga e esperar mais uns meses com ela.

Se você casar e decidir que não quer mais estar casada, para todo o sempre você terá se divorciada.

Na PF, as decisões, várias delas, têm um caráter modelador sobre nossas vidas.

Elas modificam o curso do caminho de um jeito que nem sempre dá para voltar.

E ainda que a gente volte, boa parte das vezes não dá pra voltar pelo mesmo caminho.

Faz sentido que a gente tenha medo de mudanças tão definitivas assim.

Mas não é isso que acontece nas nossas empresas, e a gente nem se dá conta.

Eu ainda não consegui encontrar nenhuma decisão empresarial que não possa ser mudada de um jeito ou de outro.

Não encontrei uma situação sequer que tenha caráter definitivo sobre o curso da vida como parir uma criança tenha, por exemplo.

Se você criar um produto e odiar ele, é só fechar as portas do bendito.

Se se juntou com uma sócia que não é confiável, você pode encerrar a sociedade.

Se contratou uma pessoa e ela não deu certo, você pode demiti-la.

Não tô dizendo que essas mudanças não venham com custos e trabalho, elas vêm, mas elas não serão uma tatuagem cravada em pedra na história da sua empresa, e nem da sua.

Mudar na PJ é muito mais seguro, confiável e reversível que a maior parte das mudanças que você JÁ FAZ todos os dias na sua vida “comum”.

Você comprou uma casa, casou com alguém, teve um filho, adotou um cachorro, fez uma tatuagem…

O impacto de mudar qualquer uma dessas coisas aí é certamente muito mais estruturante na sua vida que mudar a forma de pagamento do seu serviço atual.

E ainda assim as mulheres seguem temendo mais um pequeno ajuste num produto do que botar um anel no dedo e vestir véu e grinalda.

Mudar dá medo.

Mas não deveria ser paralisante.

Não a ponto da gente aceitar ficar onde estamos, mesmo que tudo esteja muito diferente do que gostaríamos.

Talvez você seja uma senhora de hábitos e manias na sua PF como eu.

Ou seja uma metamorfose ambulante que adora mudar os trem da vida.

Não importa como você seja na sua PF, qualquer que seja o seu nível de receio ou cagaço em mudar, você pode cortar ele para menos de um terço em qualquer mudança na sua PJ:

Um preço baixado pode ser aumentado,

Uma pessoa demitida pode ser recontratada,

Um nome escolhido pode ser alterado.

Dá para mudar e desmudar quantas vezes a senhora quiser.

Sua PJ não é regida pelas leis da natureza tal qual sua PF é.

Sua empresa está muito mais sob a influência das suas decisões e desejos do que você acha que está.

O CNPJ é seu, o nome é seu, o serviço é seu.

Você pode mandar nessa poha.

E desmandar quando quiser.

Não deixe que o medo de ter aquilo que você quer seja maior do que aquele de continuar saboreando o que você já tem.

Você já sabe o gostinho de tudo que já viveu, e se quiser, pode voltar para lá.

Vai atrás das notas e sabores que você nunca degustou.

Mude.

E se ainda tiver com medo, peça ajuda.

Mas mude.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·