Carta 019
Eu aposto meu sobrinho
Eu aposto meu sobrinho que você tem um conhecimento valioso tão automático que nem consegue ver. Sobre descobrir as suas lentes — e aprender a vendê-las.
BOA TARDE, MARAVILHOSA!
Como a senhorita está hoje?
Vamos às nossas atualizações semanais.
Por aqui eu estou parindo um produto novo e venho compartilhar com você algumas caraminholas que passaram pelas minhas veias nesses últimos dias.
Se você está acompanhando lá no Insta, você sabe que esse produto é um curso sobre como criar, vender e entregar consultorias.
(Ouça palmas no fundo porque sim esse produto finalmente tá chegando!)
Eu presto consultorias há mais de 10 anos.
Já fiz consultoria para empresa, para pessoa física e de tudo quanto é tema.
Preparação de comida saudável, produtividade, processos, concepção de infoprodutos…e lógico desenho de negócios.
(Presta atenção nesse padrão que ele vai ser importante ali na frente: eu tenho um problema para resolver para mim mesma, quebro a cabeça, erro, acerto e depois isso acaba virando uma consultoria para outras pessoas — e por aí pode acontecer a mesmíssima coisa!)
Seguindo…
Esse momento de parto vem sendo muito curioso porque o tema desse produto está tão introduzido em mim e está há tanto na minha vida que parece que é uma coisa automática.
Chega a ser um desafio ter que parar e pensar.
“Tá, o que é que eu faço aqui? Quais são os passos que sigo antes de realizar algo tão automático?”
Tipo beber água.
A gente sabe beber água, é muito óbvio.
Mas, como que ensina outra pessoa a beber água?
Olha, você apoia a beirinha do lábio inferior na bordinha do copo.
Aí inclina o copo 45 graus.
Enquanto isso, aperta o lábio de cima para não entornar tudo…
No mínimo desafiador tentar ensinar algo tão trivial, né?
É assim que eu me senti parindo esse produto.
Por já ter dado infinitas horas de consultoria e muitos tipos diferentes de consultoria, eu vejo consultoria em todos os lugares.
(Com que frequência? O tempo todo!)
Mas, eu não tinha me dado conta disso. É como se tivesse uma lente na frente dos meus olhos que consultoriza tudo que eu vejo.
E eu achava que todo mundo via isso também.
Até começar a parir esse produto.
Para fazer esse parto eu precisei (e estou precisando) sair desse automático e óbvio e pensar, olhando de fora.
“O que é que eu faço aqui e como vou estruturar isso para ensinar para outras mulheres?”
Talvez isso já tenha acontecido com a senhorita também.
Talvez exista algo que você faz de forma tão automática que acha que só porque é óbvio pra você como faz determinada coisa, é óbvio para todo mundo também.
Pois muito bem.
Por aqui foi a mesma coisa.
Eu não vi que eu tinha ouro na minha mão — que eu tinha um conhecimento foda pra ppk e que não é automático para outras mulheres.
E eu descobri isso fazendo o que eu sempre falo para vocês: VALIDANDO! Fala da sua ideia, mostra o seu produto e veja o que as pessoas respondem.
Eu vou te mostrar o que rolou.
Compartilhei a ideia do curso em alguns grupos de empresárias que participo.
As reações iniciais foram essas:


Pensei
“hum, isso aqui tá cheirando bem, deixa eu validar isso com as Fluidas”.
Abri caixinha no insta e comecei a conversar com vocês no direct.
E gente, CAIU A FICHONA.
TODAS as perguntas que chegaram eram coisas que eu já tinha vivenciado e criado soluções muito deusas para cada uma delas.
TU-DO que chegou nas caixinhas e no direct eu tinha um método já validado CENTENAS de vezes para solucionar.
Como boa Mariana que sou (eu sou a pessoa dos áudios, me julguem) gravei áudios pra responder algumas dessas dúvidas no direct.
A respostas que vieram foram assim:


Ok, fichona caída com sucesso.
“Porra, eu tenho muito pra contribuir com esse assunto!”
Ali que eu vi que se uma coisa pra mim é tão automática quanto respirar, definitivamente não é assim pra todo mundo.
E esse produto, diga-se de passagem, tem uma história antiga.
Em 2022, depois do lançamento da turma 4 do Empreender Sem Enlouquecer, a gente estava desenhando um possível upsell para o ESE.
Que produto seria esse?
Uma das nossas sereias deu a seguinte ideia.
“Ô, Mari, por que você não faz um curso de como dar consultoria? Você faz isso a muito tempo e quase ninguém no digital faz”
Eu vou confessar que essa primeira frase aí não me impactou não.
Mas na segunda que ela falou, aí sim, nasceu a sementinha:
“Sabe aquela cliente que queria lançar um curso e você convenceu ela a fazer uma consultoria? Ela não tá vendendo as consultorias por 30 mil fucking reais? Ensina isso para a sua audiência”
Pronto, a sementinha foi plantada.
Mas, era só uma sementinha.
Cheguei a rascunhar a trilha do curso em um quadro no trello, mas ela ficou por lá.
(Sim, isso foi na era pré-Notion)
Ai olha que trem engraçado.
OUTRA pessoa da minha equipe viu valor no que eu sabia antes de mim.
Essa ideia ficou no “agora não” mais de um ano.
Eu precisei LER as pessoas falando “minha filha eu quero comprar isso”.
Para eu entender a grandiosidade do que para mim era só um trem bem óbvio, tipo beber água.
Muito louco, né?
Bom, mas esse rolê todo que está acontecendo comigo se aplica a senhorita?
As coisas que você faz diferente de todo mundo, que você é boa para cacete talvez estejam ocultas e enterradas lá nos confins da sua cachola e você não vê.
Simplesmente porque elas JÁ SÃO a sua lente de ver o mundo.
Eu tenho várias lentes, a do feminismo é uma.
A da consultoria é outra.
Tudo que eu olho eu já vejo consultorizado.
E ai eu acho que o mundo inteiro vê as mesmas coisas que eu enxergo
MAS, NÃO VÊ! SOU EU QUE TÔ COM A LENTE NA CARA E NEM LEMBRO MAIS
(Tipo óculos quando a gente fica procurando pela casa e descobre que já estava com ele o tempo todo)
O insight então que eu quero que fique com você depois desse e-mail é:
O que é óbvio pra você, não é pra outras pessoas.
E eu sei que essa frase é a mais óbvia de todas as obviedades que a gente compartilha nesse mundo de educação online.
Mas, se eu que RESPIRO essa poha há DEZ FUCKING anos descobri mais uma lente valiosa que repousam nos meus olhos.
Meu amô, eu aposto meu sobrinho
(Eu tô apostando aqueles pés de bisnaguinha, olha o peso disso)
que tem alguma lente pendurada na sua cara que você também NÃO ESTÁ VENDO
(Nesse momento você leva a mão até a o rosto procurando a danada da lente)
Eu não sei se durante esse email você conseguiu descobrir qual é a lente valiosa que você poderia estar vendendo.
Se você descobriu: TAMO JUNTO AMIGA! Bem-vinda ao time.
Se você ainda não descobriu: calma que dá para descobrir.
Mas, não importa se você já descobriu a sua lente ou não, porque agora teremos o método mastigadinho, igual que nem a gente faz aqui, para você vender suas lentes.
(Sim, elas são caras no mercado)
No dia 16 de março, quinta, às 10 horas da manhã eu vou fazer uma reunião no zoom para apresentar nosso novo filho para vocês.
Nosso novo curso recém parido.
Você vai ver o método que usamos para injetar lucro na fluida com consultorias apaixonantes de 2k a 20k.
E como não poderia deixar de ser, vamos abrir vagas para nosso novo filho com uma oferta da PPK.
(Eu só uso esse termo quando é um trem absurdamente irrecusável e único)
Tô animada de poder compartilhar (mais) uma lente minha com vocês.
Beijos,
Mari Fernandes