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Carta 180

A maratona do meu aniversário

A carta de hoje não tem nenhum aprendizado ou lição de moral. Eu vou só compartilhar detalhes totalmente irrelevantes do evento mais relevante do ano: meu aniversário. Todo ano esse é um evento que sinto que divido com…

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BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!

Como a senhorita chega nessa sexta?

A carta de hoje não tem nenhum aprendizado ou lição de moral. Eu vou só compartilhar detalhes totalmente irrelevantes do evento mais relevante do ano: meu aniversário.

Todo ano esse é um evento que sinto que divido com vocês. Como sou uma mulher de tradições, vou manter o ritual esse ano também.

Caso você não esteja careca de saber, meu aniversário é 10 de maio. Porém a primeira etapa da comemoração foi uma semana antes do dia oficial.

2 semanas antes do meu aniversário eu peguei uma gripe BRABA que me incapacitou para atividades mais extenuantes. Eu passei as duas semanas pensando “meu deus, será que eu vou estar boa para o meu aniversário?”

Quando eu falo que fiquei ruim, é ruim mesmo. Sem voz, de cama, com febre… impossível fazer qualquer comemoração que não fosse um chá.

Na sexta à noite, senti que minhas energias não estavam nas melhores capacidades, mas comecei a pensar que talvez no dia seguinte estivesse capacitada para uma comemoraçãozinha.

Me deu siricotico e decidi “vou tentar ir na micarê”.

O problema: 99% das minhas amigas já são mulheres 35+, um monte delas com filho. Não é algo muito simples encontrar uma delas livre sem nenhum planejamento para se aventurar numa maratona atrás do trio comigo.

Mandei algumas mensagens e, quando estava já quase descrente que teria companhia, fui salva. Minha cunhada, que é baiana, falou “bora”.

Faltavam 2 horas para o show começar.

Toma banho, lava cabelo, compra ingresso, sai correndo no uber e enfim chegamos.

Meu corpo ainda tava meio jururu da gripe, então como você pode ver eu me mantive totalmente a base de H20.

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Chegamos às 4 da tarde e voltei para casa 1 da manhã, muito xofem.

Parte 1 concluída com sucesso.

Lembrando que isso foi na semana anterior ao aniversário.

Passei uma semana me recuperando e seguimos para o final de semana seguinte.

Como já falei para vocês, pela tristeza de todas as mães do Brasil, meu niver caiu domingo, Dia das Mães. Então decidi comemorar sábado, dia 9.

Ano passado fizemos uma festa na piscina, esse ano precisei repetir a dose de água.

Escolhi esse lugar aqui.

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Seria uma Maldivas? Uma praia no verão europeu?

Não, isso aí é a praia do brasiliense, o prêmio de consolação para nós desprovidos de mar.

Primeiro uns bons drinks, pois somos filhas de deus.

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Escolhi esse lugar por dois motivos: o primeiro é que é na natureza, sol, água, ar livre.

Maaas o segundo motivo é mais legal.Esse lugar aí é um centro de esportes náuticos.

Então minhas pobis convidadas foram conduzidas a uma volta de SUP pelo Lago Paranoá.

Sim, se você for minha amiga saiba que levarei você para lugares inusitados fazer atividades que talvez você nunca teria escolhido fazer por livre e espontânea vontade.

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Mergulhinho no lago, um sol LINDO de viver douradinho e 739 remadas depois, hora do parabéns.

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Depois de nos empanturrar com brownie de chocolate, resolvemos fazer um mini after e lá fomos nós encher o buchão e tomar mais drinks. Dessa vez água, pois atletas que somos precisávamos de hidratação.

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Fofocamos por horas de todos aqueles assuntos que você só conversa quando se junta com as suas amigas mais antigas: trabalho, dinheiro, relacionamentos, pressão estética, livros, séries e tudo mais que a gente conversa quando junta só mulheres que conseguem se encontrar umas 2 vezes no ano no máximo.

Fim do dia 9 de maio.

Acabou?

Não, ainda temos o dia 10.

Como era Dia das Mães, juntamos os dois eventos e fizemos um almoço em família com todo mundo junto. Criança, cachorro, piscina, bola, pescaria

(sim, aquela de festa junina).

Eu ganhei um hidratante, um pacote de estalinho e algumas outras coisas que não me lembro.

Veja a elaborada estrutura montada para garantir a pesca dos prêmios.

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Uma bacia com um punhado de água e meia dúzia de peixes de plástico numerados 😂

Teve parabéns, 28 tipos de sobremesa e eu tendo uma crise de dor de cabeça por conta do excesso de açúcar.

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Parabéns de novo (usando as mesmas velas do dia anterior, pois somos divas sustentáveis), clap clap, desejos para mais um ano e a certeza que eu tenho uma vida feliz.

Tem dias que ser empresária me faz questionar se tudo que a gente abre mão vale a pena.

Se eu não to trabalhando demais e vivendo de menos.

Ter uma empresa, ter um time que tira seu salário do seu trabalho, cria uma pressão palpável que nos acompanha todo dia, tal qual uma colega tímida.

Ela tá ali todo dia do seu lado, nem sempre ela fala alguma coisa, mas você sente que ela tá ali.

Eu já contei para vocês que nem tenho tanto medo de morrer em si, mas sim de morrer e achar que não vivi. Entende?

Eu não sei se vai ser sempre assim, mas tenho palpites que talvez seja essa sensação de não ter certeza se as coisas estão equilibradas.

Um evento de família que você chega mais tarde porque tava dando mentoria. Um aniversário da amiga que você não pode ir porque é no meio da semana e vai pegar um voo no dia seguinte para dar uma consultoria. Um almoço com o pessoal da escola que você vai ficar menos tempo porque tem gravação de conteúdo logo em seguida.

Empreender cobra sim um preço.

Comemorar o meu aniversário VIVENDO, com quem eu amo, é quase um ato de teimosia.

De marcar para mim mesma que tá tudo bem.

Que eu de um jeito ou de outro consegui manter os laços com quem importa e encontrar tempo para as coisas que me alimentam.

Eu quis dedicar uma carta inteira só para a minha PF

para te inspirar a viver a sua também.

Esse rolê de fazer uma grande série de eventos todo ano no meu aniversário começou só com uma vontade de aproveitar que no aniversário todo mundo tá disposto a fazer coisas que não faria se não fosse seu aniversário.

Tem uns 5 anos que essa brincadeira vai crescendo e todo ano eu me adoro por ter inventado isso.

Eu to aqui hoje para te estimular a fazer coisas da sua PF, mesmo que elas não pareçam tão convencionais assim ou você ache que tá meio veia para fazer.

Marca um dia de esporte com as suas amigas, leva todas elas num escape room, vai jogar imagem e ação, monta uma pescaria numa bacia velha de água, marca festa junina com a sua família.

A vida de nós mulheres fica séria e cheia de responsabilidades muito cedo.

A gente não tem o nosso “futebol” de toda quinta, a cervejinha de todo sábado.

Acho que nós, mais do que ninguém, precisamos disso.

Espero que esse relato da minha maratona de aniversário

te inspire a fazer um trem legal e divertido para você.

Com ou sem data marcada.

Sua PJ é importante para caralho.

Mas a sua PF também é.

Vive as coisinhas que você quiser viver.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·