Carta 175
Vender trem na internet
Dei vida pra vozes da minha cabeça, e glória as deusas por isso! A carta de hoje é um lembrete pra você reconhecer tudo que aconteceu desde que você deu vida para as suas também.
BUENAS TARDES MARAVILHOSA!
Como a senhorita chega nessa sexta?
Eu chego feliz da vida de ter construído a Fluida.
Mas não de ter criado a Fluida, CNPJ em si, mas em como essa bichinha opera o meu dia a dia.
Vou te contar algumas coisas que rolaram essa semana:
- Ontem no grupo da Vênus uma das mentoradas me perguntou por que eu tenho ranço da Apple (longa história, depois conto ela para vocês) e isso disparou um alvoroço no grupo. Zoeira, brincadeiras, memes de qualidade duvidosa num grupo que supostamente deveria ser só sobre “gestão, business, blablabla”. Rimos, nos divertimos e zoamos umas com as outras.
- Recebi um convite fofíssimo para o aniversário de uma mentorada querida que mora na mesma cidade que eu.
- Acompanhei duas mentoradas fecharem um contrato de nada mais nada menos que mais de cem mil dinheiros internacionaaaaal, bebê.
- Gargalhei em uma reunião do nosso comercial onde uma das sereias simplesmente engatou o relógio no vestido e ficou paralisada por vários segundos toda contorcida na frente da câmera tentando se desvencilhar.
- Achei uma mentorada antiga no LinkedIn, que deve ter feito a última mentoria dela comigo em 1800, e conversamos como se eu tivesse visitado a casa dela ontem.
De vez em quando me distancio das metas, das tarefas, de tudo que ainda não alcançamos e caio na real, que é uma loucura das grandes ter construído um trabalho com as vozes da minha cabeça.
Literalmente fiz isso. Parando para olhar para trás, parece que não sei como, não sei de que forma, mas alguma insanidade que vivia em mim acreditou que dava para materializar ideias esquisitas e fazer dinheiro com elas.
Não to falando da ideia de “vender um trem na internet”. To falando da ideia de:
- E se eu só atendesse mulheres?
- E se eu trouxesse para a Fluida só mulheres que eu iria para um bar tomar uns bons drinks?
- E se meu time for só de mulheres e a gente puder gargalhar, zoar a outra, falar de tudo da nossa vida pessoal e ainda continuarmos sendo hipercompetentes?
- E se eu falar o que eu penso do jeito que eu acho sem me preocupar se ninguém vai entender poha nenhuma?
- E se eu criar um novo paradigma de gestão e convencer as mulheres que tudo que elas vinham fazendo só cagava a vida delas?
Esse é um punhado das ideias que eu tive ao longo dos últimos anos.
Foram centenas e centenas delas que simplesmente viraram troços na vida real e hoje são produtos, rituais… coisas que literalmente EXISTEM e antes moravam só na minha cachola.
Tava pensando esses dias que o ticket de UMA venda que eu faço na Fluida é maior do que talvez o último salário da minha vó depois de sei lá quantos anos trabalhando.
Gente, isso é uma loucura!
Sério mesmo.
De algum jeito viver no mundo de empresários distorce a realidade pra gente.
20k é pouco.
3k é um ticket “baixo”.
30 clientes “tá começando”.
Entramos tanto em contato com números grandes, feitos gigantescos, que às vezes eu mesma me esqueço de contemplar que falar em MILS não é nada normal
para uma boa parte das pessoas que eu conheço.
“Esse mês foi x MILS em tráfego.”
“Esse trimestre foi y MILS de mentoria.”
Para para pensar que doideira é viver das vozes da nossa cabeça?
Eu gero empregos, EM-PRE-GOS, gente! Quando é que a gente esqueceu que literalmente PRODUZIMOS dinheiro?
Eu amo, amo, amo viver o que é a Fluida. Amo, amo, amo trabalhar no que construímos. Amo, amo, amor ser a gestora dessa bagaça, mas eu ainda me espanto
com VIVER isso todo dia.
Você também?
A carta de hoje é um lembrete pra você se comparar com o dia que tudo o que você faz hoje era só uma ideia.
Pra você lembrar que você não tá longe de chegar em lugar nenhum.
Você tá muito mais longe de onde você saiu.
Reconheça.
Mari Fernandes