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Carta 173

O Neymar dos talheres

A carta de hoje não tem nenhum ensinamento, não tem nenhuma dica útil e tem um total de zero informações relevante. Só uma lista de 10 ranços para a gente odiar junto.

Reflexões duvidosas

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!

Como a senhorita chega no dia de hoje?

A carta de hoje é um alívio cômico

Tenho tido a sensação que estamos estudando demais, aprendendo demais, consumindo troço demais.

Tudo parece ter uma estratégia mega elaborada por trás.

Esses dias, entrei no LinkedIn e achei tudo meio assim: certim demais.

Num sei se por conta da minha natureza meio do contra, mas eu tenho achado as redes sociais chatíssimas.

(Sinto o espírito de Rita Lee pousando em meu lado com todo o sarcasmo de “ela é tão boazinha, ela é tão galera”)

AMO interagir com vocês, receber dicas no direct e rir de protetor solar que deixa a cara branca.

Mas tenho ficado meio bleh de só ver conteúdo ensinando troço, explicando troço, vendendo troço, prova social de troço.

Vocês estão assim também?

Então, na carta de hoje não teremos absolutamente nenhum ensinamento.

Nada útil, nenhum átomo de informação relevante.

Decidi compartilhar na carta de hoje apenas o mais puro suco da inutilidade.

Coisas que eu tenho ranço.

Sim, hoje compartilharemos os trem da vida que nos irritam apenas para nos unir em torno de algo que não seja aprender, aprender, aprender.

Vamos à minha lista de 10 ranços, listada apenas por ordem da memória, não necessariamente por capacidade de gerar ódio.

1)

Secretaria de qualquer coisa, que você manda mensagem no WhatsApp e a pessoa responde “olá, posso te ajudar em alguma coisa?”. Não, minha senhora, pode não. Eu to mandando mensagem para você por puro entretenimento, eu não tenho mais nada para fazer e fico mandando WhatsApp para estabelecimentos aleatórios apenas por diversão.

2)

Caixa de autoatendimento em mercado. Meu deus, por que liberaram aquilo? Você passa o trem, o código de barras não lê, aí você tem que chamar a moça para ler o código, troca o trem de lugar, a máquina entende que você furtou o item e solta um alarme, se você tiver comprado frutas tem que ir em OUTRA balança pesar, e se tiver comprando qualquer coisa alcoólica tem que vir uma pessoa de carne e osso atestar que você não é menor. Ou seja, de AUTO atendimento não tem nada, pois você é obrigada a chamar a atendente a cada 3 minutos para resolver o auto atendimento para você.

3)

Ir em shopping. Não consigo compreender quem passeia no shopping. Luz artificial, você num sabe se é dia ou de noite, para ir de um andar para o outro você tem que circular o shopping inteiro porque as escadas rolantes são inseridas justamente para você passar por tudo. Eu entro naquele troço e toda a minha energia é automaticamente sugada, ao sair parece que me livrei de uma batalha espiritual tamanha a exaustão que me dá esse tanto de loja enfileirada com luz branca de hospital.

4)

Experimentar roupa. Eu AMO meus lookinhos novos e não compro roupa sem experimentar. Porém eu ODEIO ODEIO todo o ritual envolvido em comprar roupas. Odeio ter que escolher entre 7328 lojas qual vai ter o que eu quero, me dirigir até lá e ficar por 59 horas no provador testando tamanhos: “ah, o 36 ficou bom na cintura mas frouxo na bunda, traz o 38”. Além disso eu sou insuportavelmente insuportável para o conforto das roupas e qualidade. Se tem um aviamento de baixa qualidade já não quero levar, se eu ando e o tecido é daquele que fica arrastando e fazendo barulho eu já quero incendiar a peça.

5)

Calcinha fio dental. Quem em SÃ consciência achou que seria uma ÓTIMA ideia fazer uma peça de roupa que insere um fio de pouquíssimos centímetros ENTRE AS NOSSAS NÁDEGAS??? Não consigo aceitar que um dia alguém pensou que isso seria uma boa ideia (às amantes de fio dental: favor procurar tratamento, pois as senhoras estão loucas.)

6)

Pagar caro em sobremesa ruim. Sobremesa é o final de toda experiência gastronômica, é o sabor que ficará lá até a pessoa chegar em casa para escovar os dentes, já é um troço calórico, em regra nada saudável e que você come só de vez em quando. COMO alguém consegue estragar um trem que é basicamente feito de açúcar? Tem que estar muito imbuído de pessoal vontade, o que me leva ao ranço 7:

7)

Fruta de sobremesa. Repitam comigo: FRUTA NÃO É SOBREMESA. Se eu quisesse fruta eu ia pro pomar. Favor manter as frutas na fruteira.

8)

Bolo de abacaxi em festa de criança. Imediatamente me compadeço do pobi aniversariante que automaticamente se transporta para os 78 anos, pois para isso só faltam as passas em seu bolo de abacaxi e uma boina para que ela esteja pronta para se aposentar. Talvez aqui não seja ranço, seja mais pena mesmo.

9)

Mouse ou teclado barulhento. Pra que trabalhar em silêncio se posso trabalhar ao som de marteladas. O. dia. todo.

10)

Faca de plástico descartável. Vamos combinar, não serve para absolutamente nada. Não corta como uma faca e também não tem a superfície necessária para pegar algo como uma colher, não serve de garfo pois não tem nenhuma pontinha para perfurar nada. O Neymar dos talheres. Simplesmente imprestável.

Eis aqui a lista prometida de 10 ranços pra gente odiar juntas.

Também, como prometido, absolutamente nenhum ensinamento ou aprendizado.

Que alívio para os nossos cérebros.

Preciso completar minha lista, favor me mandar ranços peculiares para eu me deleitar.

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