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Carta 157

Empresária de fachada

Você está construindo um negócio de verdade ou tentando parecer uma empresária? A carta que vai te dar permissão para parar de inventar circo na Amazônia e ir vender água no deserto onde as pessoas já estão morrendo de sede.

Gestão de negócios

Buenas tardes, maravilhosa.

Como a senhorita chega hoje?

Hoje eu chego aqui com uma pergunta meio incômoda, meio “vou mexer na sua ferida com carinho”, tá?

Juro que no final dessa carta você vai me agradecer por isso.

Vamos lá: você tá querendo ser empresária… ou só parecer uma?

Porque tem uma galera aí que tá construindo um puta negócio, fazendo dinheiro de verdade, com cliente, contrato, demanda, entrega…

Mas tá se sentindo “menos empresária” porque o negócio dela não parece o bastante.

Não tem equipe de dez pessoas.

Não tem escritório de vidro.

Não tem CNPJ chique.

Não tem a sigla “CEO” na bio do Instagram.

Aí começa o surto:

“Será que eu sou empresária mesmo?”

“Será que eu devia aumentar mais meu time e fazer o que meus concorrentes estão fazendo?”

“Será que tá feio eu ficar tanto tempo com o mesmo cliente?”

“Será que eu devia estar vendendo água na porra da Amazônia pra parecer que eu tô fazendo um negócio inovador?”

Pois bem. Hoje a carta é pra você que tá vendendo água e tá se sentindo mal por isso — porque esqueceu que água no deserto vale ouro, e água na Amazônia ninguém paga nem um real.

Minha filha, deixa eu te contar:

Se você tem cliente que compra de você.

Se você tem que convencer alguém a te pagar.

Se você é quem entrega.

Se você é quem recebe.

Se você é quem decide.

Parabéns.

Você tem uma empresa.

Ainda que ela não pareça com o que o algoritmo da internet classificou como “empresa de sucesso”.

Ser empresária não é parecer empresária.

Ser empresária é resolver problema de cliente em troca de dinheiro suficiente pra bancar a sua vida de hoje e a sua vida de amanhã.

Fim.

Agora me diz: pra que caralhos você vai inventar um circo inteiro pra vender água na floresta, quando você poderia simplesmente pegar seu baldinho e vender no deserto, onde as pessoas já estão morrendo de sede?

Pra quê você vai criar demanda onde já tem excesso?

E aí, quando você decide complicar…

Começa a contratar time que você nem queria.

Aumenta a estrutura só pra parecer maior.

Cria branding pra diferenciar tua água da chuva da Amazônia.

Gasta energia tentando parecer, ao invés de gastar energia entregando, faturando e vivendo.

E o pior: no final do mês, você tá exausta, sentindo que trabalha o triplo pra receber o mesmo — ou menos.

Então, hoje eu vim aqui te lembrar:

Talvez seu problema não seja o modelo de negócio.

Talvez seu problema seja o modelo mental.

Esse que acredita que sucesso só existe se for bonito, instagramável e bem aceito socialmente.

E a verdade é: ninguém tá vivendo tua vida.

Ninguém vai pagar tua fatura do cartão.

Ninguém vai bancar tua aposentadoria.

Ninguém vai colocar comida no teu prato.

Só você.

Então, pare de escolher caminhos mais difíceis só porque eles parecem mais “empresariais”

Escolha os que funcionam melhor pra você.

Os que pagam melhor.

Os que te dão mais liberdade.

Os que fazem sentido na tua vida hoje.

E se você ainda tá esperando a permissão pra fazer do seu jeito, aqui vai ela:

  • Tá autorizado.
  • Tá autorizado ser empresária com poucos, mas bons clientes.
  • Tá autorizado ser empresária prestando serviço presencial.
  • Tá autorizado ser empresária com equipe enxuta.
  • Tá autorizado ser empresária sem Instagram pessoal

O que não tá autorizado é você viver tentando alcançar um ideal de sucesso que não te representa, não te serve e ainda por cima te fode.

Deixa o povo achar o que quiser.

Deixa acharem que seu trabalho é feio, que não é glamouroso, que não é “estratégico”.

Você sabe que é.

Seu cliente sabe que é.

Seu PIX confirma que é.

Sucesso é:

Você bancar sua vida.

Você gostar do que faz.

Você saber que dá pra pagar o futuro.

E você viver a porra da vida que você quer viver.

Sem parecer nada.

Só sendo do seu jeito.

Vai vender sua água no deserto.

E deixa quem quiser morrer de sede tentando lacrar na Amazônia.

Combinadas? Então, combinadas.

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