Carta 141
Seja a chata
Você não é micromanager: é guardiã do DNA do seu negócio. Pare de sentir culpa por exigir o padrão que você deu um duro danado para construir — alguém tem que proteger o que te fez chegar onde você chegou.
Buenas noites, maravilhosa.
Como a senhorita chega no dia de hoje?
Hoje vamos direto ao assunto.
A carta de hoje é para você que se questiona 98 vezes por dia se não está sendo “chata demais” com o seu time.
Que pensa 28 vezes antes de corrigir alguma coisa.
Que tem medo de ser uma megera detalhista demais porque parece que só o seu olho veio de fábrica com lente de aumento.
Quer o recado direto e reto?
Assuma a chata que há em você.
Aqueles detalhes que ninguém vê, mas você sim?
O processo que, se mudar uma etapa, muda totalmente o resultado?
O tom da copy que altera toda a percepção da persona?
Pois então.
Quando você constrói o negócio do zero, existe uma infinidade de coisas que você passou anos e anos testando para chegarem no estado que estão hoje.
Só você sabe quantas vezes errou, mudou, testou de novo para aquele troço ficar exatamente daquele jeito.
É natural que, à medida que você cresça — e seu time também —, você vá perdendo o controle de um monte de coisa que antes podia acompanhar do começo ao fim.
Não tô dizendo pra você ser a doida que micromaneja. Tô dizendo pra você ser a doida que conduz todo mundo do time a não baixar a régua.
Que mantém o atendimento ao cliente impecável.
Que continua entregando aquele produto com o mesmo capricho do dia zero.
Existem vaaaaárias coisas que você pode mudar, mexer e remexer.
Mas o que for core do seu negócio: NÃO ABRA MÃO.
Fale, repita, treine, retreine e explique quantas vezes forem necessárias.
Mas o DNA que fez os seus clientes escolherem você precisa ser protegido.
Toda vez que você tiver dúvida se está sendo exigente demais com o seu time, prestador de serviço ou quem quer que seja…
Se pergunte: “Isso mexe no nosso DNA?”
Se sim:
Seja a doida.Seja a chata.
Aos poucos, seu time vai aprendendo a ser chato também com aquilo que é inegociável.
Alguém tem que proteger o que te fez chegar onde você chegou.
E adivinha? Esse alguém é você.
Para de sentir culpa por MANTER o que você deu um duro danado pra construir.
Combinadas?
De chata para chata.