Carta 139
Esse dia vai chegar
Depois de um pré-burnout, dengue com Covid e carnaval com pauta acumulada, chegou o dia em que a demanda foi maior que a capacidade de atender. Uma carta para quem ainda não viveu esse dia — e precisa saber que ele vem.
Buenas tardes, maravilhosas
Como a senhorita chega nessa sexta?
Ei, quero falar contigo hoje de uma coisa que eu nem sei se sei escrever.
Sabe aquele sentimento que parece impossível de nomear?
Aquele troço que faz seu coração bater de um jeito estranho e te deixa meio fora do ar — tipo quando você tá menstruada e emocionada ouvindo Beyoncé, mas não sabe se quer chorar, correr uma maratona ou mandar todo mundo tomar no cu?
Então. Esse é o tema da carta de hoje.
Essa carta é pra capturar um estado de alma — antes que ele escorra entre os dedos nessa rotina louca que nós vivemos.
Porque hoje, enquanto te escrevo isso depois de 2 dias de imersão de mentoria presencial, eu tô vivendo o dia que desejei por anos.
O dia em que a demanda é maior que a nossa capacidade de atender.
O dia em que a gente precisa dizer “não” pra uma proposta… não porque não quer, mas porque não cabe.
O dia em que você pensa: “caralho, deu certo.”
Sim, deu certo.
A Fluida chegou nesse ponto louco e MARAVILHOSO em que a agenda explode e a equipe cresce cada dia mais.
Não porque a gente lançou uma fórmula milagrosa, mas porque sentamos a bunda. Porque atravessamos um pré-burnout, virada de noite, dengue com covid, carnaval com pauta acumulada, e seguimos.
Esse sentimento é novo. E eu não sei o nome dele.
Talvez seja o combo de autoestima, autoconfiança, lucidez e sucesso.
Talvez seja só o alívio de saber: ninguém mais pode tirar isso de mim.
Você reconhece essa sensação?
O dia em que o medo de dar errado sai pela porta dos fundos e entra um pensamento que diz assim:
“Qualquer coisa que acontecer, eu resolvo.”
O dia em que o “e se der merda?” vira “se der merda, eu crio outra empresa.”
Sem drama. Sem medo de ver sua empresa quebrar. Só a certeza de que a capacidade você já tem.
E por que eu tô te contando isso?
Porque por muito tempo, eu desejei que alguém tivesse me contado.
Que tivesse mandado um áudio, um textão, um grito, um bilhete na dizendo:
“Esse dia vai chegar. Levanta essa bunda, porque vai valer a pena.”
Eu teria sofrido menos.
Teria sentido menos vergonha de sonhar grande.
Teria economizado lágrimas tentando me encaixar em modelos que nunca foram feitos pra mim.
Talvez a Fluida tenha nascido disso: do desejo egoísta e visceral de construir o que eu não encontrei.
Então hoje, nessa sexta com gosto de vitória — eu escrevo essa carta pra você.
Pra dizer que:
- O sucesso não é uma linha de chegada. É um fogo no cu renovado.
- A paz financeira não é tédio — é espaço mental pra crescer o dobro.
- A sensação de “deu certo” não é fim — é trampolim.
E se você ainda não viveu isso na sua empresa, segura firme.
Continua.
Põe mais uma música, abre a planilha, revisa seus números, manda aquela proposta que você tá enrolando, cria o produto que você queria lançar desde o ano passado.
Não desiste.
Porque esse dia — o seu dia — vai chegar. E você vai saber.
Vai reconhecer na carne, no riso frouxo, na vontade louca de fazer mais.
E quando ele chegar… me escreve. Me manda esse textão de volta.
Eu vou estar sempre aqui pra te aplaudir de pé.