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Carta 059

Nem meu boy viu isso

Eu metrificei 121 treinos, as semanas com o meu sobrinho e até os encontros com as pessoas que amo. Uma carta sobre como planejar a sua PF com a mesma seriedade que você planeja a sua PJ — e por que isso muda tudo.

Gestão de tempo

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!

Como a senhorita está nessa reta final oficial do ano?

Eu tenho a sensação que tá todo mundo doido ansioso com a sensação de fim do mundo iminente.

Exceto, obviamente, minhas mentoradas deusas que esfregam com classe esse tipo de msg na face da sociedade.

Perceba a audácia da dita cuja de usar 3 adjetivos em sequência para expressar seu estado emocional de calma e paz enquanto o mundo tá se degladiando pelas metas de 2023.

Por aqui, nós já estamos 500% em clima de fechamento de ano. Tem confra marcada, as metas já foram levantadas e na lista de projetos só sobram os mais relevantes.

Todo o resto fica para 2024, amém.

No sábado passado, fiz a minha revisão de 2023 e planejamento de 2024 da PF. Na verdade ainda não terminei o planejamento anual da PF, mas andei bastante com ele.

Me enfiei no escritório e fiquei dois dias lá, analisando, refletindo, decantando o que foi 2023 para mim.

Não sei se a senhorita tem o hábito de planejar o seu ano PF.

Aqui eu faço o meu antes de fazer o da Fluida porque enxergo que nossos negócios também são MEIO para construir a vida que mais faz sentido para nós.

Uma das etapas que eu gosto de fazer da revisão anual da PF são as minhas estatísticas pessoais.

Explico: tudo aquilo que é realmente relevante para mim e eu quero cuidar com atenção, eu crio alguma forma de metrificar isso.

Sim, metrificar com números mesmo.

Eu vou te dar alguns exemplos e é possível que muita gente me ache bem doida, mas 12 anos trabalhando com planejamento e processos foram mais do que suficientes para eu saber que sem planejamento e sem acompanhamento, a vida nos leva para onde ela quiser

(e nem sempre é o que você quer).

Vamos lá ao exposed do bem que farei sobre a minha própria pessoa pra te inspirar

a planejar os troços que você quer.

A primeira estatística pessoal que eu acompanhei ano passado (ato falho corrigido na hora da revisão kk ainda estamos em 2023) foi a quantidade de treinos ou atividade física que fiz.

Talvez você não saiba, mas eu já fui uma semi-atleta, já passei por time de handebol, vôlei, campeonato de capoeira e depois virei uma ratinha de academia.

A pandemia arrancou essa parte de mim com força, tanta força que eu cheguei a duvidar se algum dia da vida eu iria voltar a treinar 5x na semana sem ser um martírio.

Foram muitas idas e vindas nesse ano tentando reinserir esse hábito na vida. Para você ter uma ideia, eu comecei com a meta de treinar 2 vezes por semana ao longo de 50 semanas (ou seja, 100 treinos no ano), todo mês eu

acompanhava a meta e registrava

cada treino por mais capenga que fosse — e isso me fez ir percebendo meu progresso (também ficou bem claro os meses que eu comecei a perder a linha).

Perceba nessa imagem aqui

(acho que não existe ninguém nesse mundo além do meu boy para quem eu já mostrei isso, mas como já falamos de calcinhas em cartas passadas acho que temos intimidade o suficiente):

Perceba também que tem uma curva descendente bem clara de março até julho. Eu tava indo bem no primeiro trimestre, depois começou a cagar tudo.

Daí eu tomei medidas bem drásticas e testei tudo quanto é estratégia diferente. A yoga entrou na minha vida com força, comecei a treinar bem mais cedo que antes (às 7h da manhã) e o resultado tá aí.

Eu tinha uma meta de 100 treinos no ano, nesse exato dia que falo com as senhoritas já foram 121, meta ultrapassada em 20%

e ainda faltam 2 semanas para acabar o ano.

Palmas para mim, orgulho de mim mesma por ter reconquistado meu hábito de exercício.

Antes que você se questione, existe sim um elemento estético nesse hábito. Eu acho LINDO de morrer corpos ágeis, fortes e flexíveis, acho que ser assim me reforça a noção de que eu CONSIGO fazer coisas, entende?

Mas, o que mais motiva nesse hábito é poder usar o meu corpo o maior tempo possível. Um dos medos tenebrosos que tenho é ficar velhinha e ter que me enclausurar num quarto cheio de travesseiro embaixo do joelho por que tudo dói.

Autonomia é um valor CRUCIAL para mim e ele tá expresso nesse hábito.

Veja, o lance aqui é: se um treco é tão importante assim para mim, é ÓBVIO que eu vou lançar mão de tudo que eu puder para garantir que vou fazê-lo na minha vida.

Bom, até agora você não deve estar me achando tão fora da casinha assim. Afinal, muita gente controla e metrifica a quantidade de exercício físico no ano.

Vamos pra outra estatística pessoal

que eu faço todo ano e que talvez me dê o título de esquisita mor na sua cabeça.

Para te mostrar ela, primeiro vou precisar te guiar por uma ficha que despencou na minha cabeça

em um ano que não me lembro qual e que me motivou a metrificar isso na minha vida também.

Vou te guiar por uma rápida pergunta:

Quem são as pessoas que você REALMENTE faz questão de se encontrar durante um ano?

Quem são as pessoas que você quer manter contato, se ver… ao longo do ano?

Ninguém tá vendo você fazer essa lista, então não precisa colocar sua tia avó que é um amor, mas que tá tudo bem se você olhar para a cara dela uma vez a cada 3 anos.

Quem são as pessoas que são relevantes a ponto de você querer garantir que não vai perdê-las de vista?

Faz sua lista mental aí.

Pois bem.

Quantas pessoas tem a sua lista?

Se a gente for parar para ver, tem muitos grupos de gente que a gente “quer” manter contato. Amigos da faculdade, do trabalho, de um curso que você fez.

A Mulherada do yoga, sua família materna e paterna.

Tem a família do seu boy ou bóia.

Irmã, prima, tia, sobrinho… é gente para cacete.

Talvez tenha sido difícil pensar numa lista reduzida.

É possível que você tenha 10, 20 pessoas que gostaria de ver ao longo do ano.

Agora, acompanhe comigo esse raciocínio estarrecedor:

O ano tem 52 semanas, durante a semana costumamos estar focadas em trabalhar, dormir, comer em quem sabe, ver um netflixzinho. O tempo “útil” que usamos mais intencionalmente para nos relacionar com quem amamos acaba sendo o final de semana.

Bom, vamos considerar que você tem 52 finais de semana no ano.

Tirando Natal e Ano Novo, vou dizer que temos 50 finais de semana livres de grandes eventos para você chamar uma amiga para um café, ir almoçar na casa da sua vó ou passar a tarde com as suas primas.

Pois muito que bem, retome a sua lista de pessoas importantes.

Conte quantas pessoas você listou.

Vamos supor aqui que você levantou 25 pessoas. Agora faça a seguinte conta:

Você tem 50 finais de semana para reforçar laços e encontrar intencionalmente as pessoas que estão na sua lista, mas essas pessoas são ao total 25.

Isso quer dizer que se você marcar um encontro com alguém da sua lista TODO FINAL DE SEMANA DO ANO SEM PULAR NENHUM, você conseguirá ver essas pessoas no MÁXIMO DUAS VEZES NO ANO.

Está em choque agora?

Isso considerando que todos os encontros que você marcar acontecerão, que você não vai ficar NENHUM FINAL DE SEMANA enfurnada na sua casa sem ver ninguém e que você sempre conseguirá um espaço na agenda daquela amiga que tem a agenda tão atribulada quanto a sua.

Percebeu a ficha enorme que atingiu meu crânio

uns anos atrás?

Quando eu percebi isso, decidi criar uma segunda estatística pessoal:

A quantidade de vezes que eu encontro com as pessoas da minha lista em um ano.

Eu abri uma folha do meu planner, listei quem realmente importava, inseri um evento recorrente semanal na minha agenda me lembrando de marcar um encontro com alguém da lista.

Toda semana eu abro a lista, vejo quem tem a menor quantidade de “checks” na frente do nome e decido que é com essa pessoa que eu vou me encontrar essa semana.

Algumas pessoas eu quero ver com mais frequência, minha avó, por exemplo, que eu sei que não tenho os mesmos anos disponíveis com ela que tenho com a minha amiga que tá longe de ter 80 anos, então eu tento dar mais “checks” de encontros com ela.

Eu não espero as pessoas me chamarem para as coisas,

eu ligo e digo

“amiga to com saudade, vamos nos ver dia tal hora tal?”.

Talvez você ache isso um exagero descabido. Para mim,

é a certeza que eu coloco meu tempo no que é relevante para mim.

Toda vez que eu abro minha lista de pessoas importantes para encontrar, sinto um orgulho absurdo de saber que eu não tenho fugido de mim mesma.

Que eu sei que coisas me motivam e faço o que está no meu controle para alcançá-las.

Eu tenho 50 semanas para viver com quem eu amo, ter essa lista e ver os checks na frente dos nomes de quem importa, cala imediatamente a voz da culpa que as vezes nos atormenta.

Eu não consigo encontrar todo mundo, ser presente na vida de todo mundo, ser impecável em tudo, eu sei que são 50 semanas, não vou ficar me martirizando porque não fui no chá de fralda da colega do crossfit que é super gente boa, mas não tá na minha lista.

Sacou a profundidade de significado que uma simples folha com nomes e checks tem na minha vida?

O que eu quero te trazer aqui hoje é que muitas de nós fomos convencidas que planejamento engessa, que devemos viver nossa vida na “espontaneidade”, que “definir tudo” é ser muito controladora.

Eu vejo isso bem diferente, na forma como vivo a vida e como tenho visto a vida de centenas de outras mulheres eu percebo que o “não planejar” às vezes é só medo de se comprometer e não dar conta.

Duvidam da gente o tempo todo e fazem a gente subestimar quem somos.

É esperado que colocar uma meta num papel te lembre da sua falhabilidade

(esse termo existe?)

Tá tudo bem se sentir assim, mas o que para mim é inadmissível é a gente ver o mundo todo se organizando para conquistar o que quer e a gente se PRIVAR de olhar para o que realmente importa

para nós porque “não sabemos” ou não “queremos” planejar.

No fundo, planejamento e gestão para mim são isso:

DOBRAR A REALIDADE AO NOSSO FAVOR

Eu já falei essa expressão diversas vezes e vou continuar usando até você estar convencida que, ainda que o mundo não seja lá tão amigável para nós mulheres, a gente pode fazer um origami com a realidade naquilo que nos cabe.

Bom, eu te mostrei duas das minhas estatísticas pessoais. E se a senhorita ficou curiosa para saber mais, vou te mostrar uma lista de algumas outras para te inspirar:

  • Quantidade de semanas que eu dediquei pelo menos um dia para o meu sobrinho (me surpreendi com a minha constância)
  • Quantas trilhas na natureza eu fiz (se eu fico sem natureza eu começo a definhar, foi uma média de 2 vezes por mês no segundo semestre. No primeiro eu ainda não tinha entrado para o clube de trilhas )
  • Quantos meses fiz minha conciliação bancária pessoa certinha e por ai vai

Posso dizer que esse ano eu não desisti de manter o que era importante para mim.

Alguns meses foram particularmente desafiadores na minha vida pessoal e alguns dias eu tive que me agarrar nas páginas que mostravam os meus “checks” para acreditar que ia passar.

Passou e cá estou eu — feliz, deitada na minha cama ao lado do meu sobrinho que ronca como se não soubesse o que são boletos escrevendo a quinquagésima nona carta de sexta (eu poderia escrever só o algarismo com aquela bolinha do lado mas quantas vezes na vida eu terei oportunidade de exaltar o fato que fiz algo 59 vezes sem falhar? fiquem com o quinquagésima).

Eu não sei qual é a estatística pessoal que realmente faz sentido para você.

Mas, eu tenho certeza que existe alguma coisa na sua vida que você, se soubesse como, gostaria intensamente de garantir que fosse parte da sua vida.

Talvez você não tenha percebido, mas o seu negócio pode ser um MEIO para isso.

Eu não sei como seriam as minhas estatísticas pessoais de “semanas com o sobrinho” se eu fosse CLT. Talvez não pudesse treinar 5 vezes na semana às 7 da manhã porque não daria tempo de chegar as 8h no trabalho com trânsito.

Fato é que existe muita energia, foco e intenção em conquistar essas coisas, mas existe também um CNPJ

(construído com muuuuuito suor também) que

salpica generosas doses de privilégio na minha vida.

O que é importante pra você?

O que você quer ter tempo pra fazer?

O que você quer ter dinheiros pra comprar?

No meu caso, eu faço dinheiros pra comprar meus suplementos, consultas com nutricionistas, esportes e muitas horas fazendo nada em matos, praias e cachoeiras.

Mas, no seu caso pode ser uma bolsa de grife, aulas de canto, a escola particular para os filhos.

Independente do que seja, o seu negócio pode ser um facilitador para isso.

Talvez ele vá financiar você trabalhar só de tarde, ou quatro dias por semana, ou seja lá qual rotina você quer.

Nossas empresas ocupam um lugar muito espaçoso em nossas vidas.

Seria um pecado com nós mesmas se nos recusássemos a ditar os rumos dessa parte de nós.

Suas estatísticas pessoais podem ser alcançáveis ou completamente impossíveis dependendo do rumo que a sua empresa tomar em um ano.

Seria um pecado com nós mesmas se nos recusássemos a ditar os rumos dessa parte de nós.

Eu espero que você tenha entendido a repetição da mensagem.

O ano da sua PF depende do ano da sua PJ.

Leia de novo.

Planeje para onde a sua PJ vai te permitir ir.

Dias 13 e 14 de janeiro eu vou guiar uma cambada de empresárias que nem tu para construirmos juntas o 2024 da nossa PJ.

Faremos uma imersão ao vivo para revisar o seu 2023 e planejar o 2024 da sua empresa.

Eu espero profundamente que você não titubeie por um segundo de que sua empresa é capaz de te entregar uma vida mais tesuda se você PLANEJAR o que quer e tiver as ferramentas para se MANTER no plano mesmo nos dias mais sombrios.

Se você quiser desenhar seu 2024 comigo, eu to te esperando na nossa imersão em janeiro.

(E para não dar nem chance para a sua censora te dizer que “talvez você não precise disso”, eu tô te dando

100 dinheiros de desconto

para te empurrar a agir logo)

Bora planejar o 2024 da sua empresa juntas?

É só clicar aqui pra fazer sua inscrição

Que ano que vem, eu receba a foto da sua estatística pessoal mais importante cheia de checks na frente para nos orgulhamos juntas.

Beijos,

Mari Fernandes

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