Carta 051
Madre Tereza na fila do pão
Uma aluna se apaixonou pela minha primeira aula de 8 minutos — não pelo conteúdo técnico, mas pela minha história de vida. Uma carta para te lembrar que quem você é pode ser mais poderoso do que tudo que você sabe.
Buenas tardes, maravilhosa!
Como a senhorita está?
(Essa não é uma pergunta automática introdutória, quando eu começo os emails assim é porque eu realmente quero saber, você pode sempre me mandar por aqui, ok?)
Bom, uma curta introdução feita, vamos à carta de hoje?
Num consegui encontrar uma palavra que resuma o que vamos conversar hoje.
Mas, eu vou dizer que tem a ver com amor.
Ou, melhor, com os motivos que levam pessoas a amarem coisas.
Deixa eu te contar o acontecimento que gerou a carta de hoje que você vai sacar…
Poucos dias atrás chegou uma seguidora nova no nosso perfil e bate papo vai, bate papo vem no instagram, ela me contou algumas dificuldades que estava vivendo no negócio, me falou de alguns desejos que tinha com o produto dela e eu recomendei ela entrar no Consultorize.
Mandei o link, ela concluiu a compra e vida que segue.
Recebi algumas horas depois no nosso email o formulário de check-in dela do Consultorize (para quem não sabe, todo curso nosso tem um form de check-in no início para a gente conhecer cada aluna que entra).
Bom, eu li o formulário dela e fiquei APAIXONADA com o que li.
Dentre muitos trechos que me encheram de serotonina, um deles foi esse aqui:

Eu amei tanto que fui lá no direct dizer para ela o tanto que tinha ficado feliz de ter alunas que entram na Fluida com ESSE pensamento de transformar pessoas.
A resposta que veio foi essa, repara:

Repare nessa parte aqui:
“Me apaixonei pela terceira vez seguida”
Eu li isso e ao invés de ficar feliz de receber uma prova dessa eu fiquei absurdamente curiosa.
Pensa comigo…
Como é que é que alguém que nunca viu minha face em carne e osso me diz que se apaixonou pela TERCEIRA vez vendo a PRIMEIRA aula de um curso que eu nem lembro mais o que eu falei na aula?
Bom, eu como boa curiosa que sou fui ver imediatamente a danada da aula que ela falou.
Abri a área de alunas e caçei a aula.
8 minutos de aula
“Hum… o que pode ter de tão útil aqui?”
Começo a assistir e me vem na memória o roteiro dessa aula.
Lembro do dia que gravei, do cenário, da roupa, do brinco…
Assisto a aula e sperando algum momento de iluminação que eu tenha falado a MAIOR SACADA sobre consultorias
do planeta terra.
Minuto 1: nada demais
Minuto 3: Ok, nada de tão relevante assim
Minuto 4: Gente, o que é que essa mulher viu nessa aula?
Minuto 6: É só a minha história
Minuto 7: Cai a ficha
Se você nunca viu a aula 1 do Consultorize, vou te contextualizar ela.
Nessa aula eu conto um micro resumo das experiências da minha vida que me fizeram ser tão apaixonada por dar consultorias.
Eu conto das dezenas de aula de física (olha bem para a minha cara e veja se eu gosto de física) que eu dava para alunos do ensino médio porque o cursinho que eu trabalhava não queria saber se eu sabia física….
Conto da minha primeira empresa, o Boas Notas (isso tem mais de 12 anos).
Conto de quando eu comecei a dar consultorias de produtividade até chegar na Fluida.
Eu conto nessa aula só um pedacinho da minha verdade. Não tem conteúdo foda, método inovador e nem nenhum funil milionário.
É só a verdade da minha vida falada em voz alta.
E é esse o motivo da paixão.
Talvez você ache que as pessoas queiram o seu cérebro, que seu conhecimento é o que faz elas comprarem de você — e isso não é de todo uma mentira.
Mas, tem uma verdade oculta aí.
As pessoas podem até comprar o seu cérebro, mas eu tenho percebido que elas CHEGAM e FICAM por um emaranhado de acontecimentos que você chama simplesmente de: a sua vida.
Sim, a sua vida, a sua histórias, os troços bizarros que aconteceram com você, os seus traumas, os seus êxitos que na sua visão eles são só fatos do passado.
Mas, para outro alguém eles são como encontrar um oásis.
Nas palavras dessa aluna, eles são isso aqui:

Eu passei 7 minutos assistindo a minha própria aula procurando um conceito inovador que tivesse saído da minha boca.
Prestando atenção nos gestos, na entonação, no mapa mental da tela caçando A SACADA que fez essa aluna se apaixonar na primeira aula.
A sacada genial já estava presente desde o primeiro segundo de video.
A “grande” sacada sou eu.
A minha história.
Quem eu sou.
Em todo curso novo que eu gravo eu coloco uma aula que costumo chamar de “quem sou eu na fila do pão”.
Eu achava que essa aula era importante para as pessoas terem certeza que não estão estudando com mais uma charlatã da internet.
Eu achava que elas queriam saber meu repertório, onde eu tinha estudado… eu achava que elas queriam provas de que eu posso ensinar o que eu ensino.
Eu não poderia estar tão errada.
As pessoas TAMBÉM querem isso.
Mas, o que gera paixão avassaladora é só ser quem eu sou mesmo.
Talvez você não tenha percebido é que essa carta não é sobre mim.
Eu coloquei ela toda na primeira pessoa, notou?
Lendo essa carta você deve ter pensado variações de:
“Nossa, Mari, mas como que você não sabia disso! As pessoas super se conectam com a sua história, foi assim que eu me conectei com a Fluida""Ô, Mari, mas que ingênua você, eu também to na Fluida não é só por conta do conteúdo técnico, oras""Mari, bobinha, você acha que eu abro todas as essas cartas por conta dos seus diplomas?”
Talvez você tenha até me achado meio bocoió de pensar que a única coisa que as pessoas enxergam em mim são os livros que li.
Talvez você tenha ficado meio espantada de eu não ter a menor noção de que ser quem eu sou às vezes é tudo que você precisava ouvir.
Talvez tenha te causado estranhamento o fato de eu não saber que seu coração é muito mais tocado pela minha forma de ver o mundo do que pelas coisas que eu sei.
Essa carta não é sobre mim.
Você consegue olhar essa história e achar meio óbvio que quem eu sou e o que eu vivi é 100% capaz de gerar essas reações emocionadas nas pessoas, certo?
E agora eu te pergunto:
POR QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE PENSAR O MESMO SOBRE VOCÊ?
Por que você menospreza tanto a SUA própria história?
Por que você acha os fatos que aconteceram na sua vida tão desinteressantes a ponto de nem lembrar que talvez eles são o real motivo pelo qual as pessoas estão aqui?
Por que você duvida que ser você as vezes é TUDO QUE ALGUÉM PRECISA?
Essa carta não é sobre mim.
Ela é sobre todos os acontecimentos que levaram você a escolher fazer o que você faz.
Todas as dores, experiências cagadas, frustrações e percalços que fizeram você escolher esse nicho, essa persona…
Se você é uma Fluida, eu aposto 2 caixas de brownies de nutella que você faz o que você faz porque alguma coisa na sua história te machucou, quebrou, feriu de tal jeito que você disse
“num pode ser assim não, bora resolver isso”.
E ai você, talvez sem perceber, escolheu um produto, uma faculdade, um trabalho, uma empresa para ser o veículo disso.
O que você faz, o produto que você vende, as personas que você atende NÃO SÃO POR ACASO.
Elas são uma consequência do emaranhado de acontecimentos do seu passado que te despertaram de algum jeito a vontade de AJUDAR
alguém.
Sim, a Madre Tereza vive em todas nós.
Eu que falo tanto sobre essa “síndrome” vou falar hoje para você abraçar a sua Madre Tereza.
É, isso mesmo.
Tu sabe em que a Madre Tereza fez faculdade?
Se ela tinha 2 ou 3 diplomas na parede?
Tem ideia quanto de dinheiro tinha na conta dela quando ela bateu as botas?
Não
Mas, ainda que você nunca tenha lido nada profundo sobre ela, quando eu falo “Madre Tereza” você supõe que ela ajudou uma porrada de gente.
Que a história de vida dela deve ter sido foda
A HISTÓRIA-DE-VIDA
A história, sacou?
A dela foi essa (que tu nem sabe exatamente qual mas sabe que inspirou muita gente)
E a sua, qual é?
Eu espero que com essa carta você crie coragem para contar a sua história.
Que você se apodere dos acontecimentos que te fizeram ser quem você é.
Que você desenvolva uma confiança inequívoca de que alguém, a vários quilômetros de distância de você, vai ler seus emails, ouvir seus stories, assistir suas aulas e dizer:
“ONDE VOCÊ TAVA QUE EU NÃO TE ENCONTREI ANTES?”
Conta a sua história
Se você ainda não tá pronta para jogar ela no mundo
Pode contar ela para mim.
Eu quero saber.
Beijos apaixonados,
Mari Fernandes
OBS:
Se você assim como eu não gosta de histórias pela metade, talvez você tenha ficado curiosa para a ver a tal aula de 8 minutos que gerou a carta de hoje. Ela é a primeira aula do módulo 2 do Consultorize (o nosso curso que eu recomendei para essa aluna quer quer TRANSFORMAR a vida das pessoas com consultorias apaixonantes). Se você quer que as suas consultorias sejam apaixonantes também ou se você quiser só matar a sua curiosidade de veia fofoqueira e ver a tal aula de 8 minutos eu não vou te julgar.