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Carta 025

Vou beber água na taça?

Batom vermelho não faz ninguém passar 20 mil no cartão. Confiança intelectual sim. Sobre o que realmente vende produto caro — e o rebranding da Fluida.

Gestão de marketing

BUENAS TARDES, MARAVILHOSA!

Como foi a sua semana?

Por aqui estamos já em execução das ações de vendas das próximas semanas, vou listar algumas das coisas que estamos focadas aqui:

  • Finalizar gravação do Consultorize
  • Construir ferramentas extras que vou entregar para as alunas
  • Sessões individuais da Luz (inclusive abril já não temos vagas, talvez a gente abra vagas para maio em breve)
  • Aplicações para a VÊNUS

e tem também…

Um rebranding.

Si, vamos mexer na marca da Fluida

Chique, né?

Mas num vai ter água na taça não senhora.

Esse posicionamento high ticket eu vou passar.

E é sobre esse tal posicionamento high ticket que vim conversar com a senhorita hoje.

O papo surgiu lá dentro do Olimpo (o grupo de whatsapp das deusas da Vênus).

Pega já o açúcar que vem chá de realidade pela frente:

Eu recebi essa pergunta de uma mentorada, e quando li fiquei uns bons minutos pensando o que raios responder.

Porque esse é um assunto cheio de pontos críticos para mim.

Bom, vou trazer para cá um pouco do que compartilhei com as deusas da Vênus.

O fato é que eu comecei minha vida com empreendedora cobrando “caro” sem nem saber que diachos era esse tal de posicionamento high ticket.

Simplesmente porque eu comecei vendendo consultorias e mentoria. Que são produtos que são mais caros mesmo.

Não teve batom vermelho, blazer, cabelo curto com luzes e água na taça.

E de lá para cá, a gente tem produtos até mais caros (de até 20k) nesse mesmo esquema.

Na minha visão, um ponto FUNDAMENTAL do tal posicionamento para vender produtos caro não tem nada, nadica, nadinha mesmo a ver com o seu visual e tem a ver com um trem que eu chamo de CONFIANÇA INTELECTUAL.

O rolê de vender produto “hight ticket” (confesso que tomei certo ranço desse termo) não tem relação apenas com o preço e sim porque esses infoprodutos tem uma camada forte de PERSONALIZAÇÃO.

Isso quer dizer que a relação é de UM PARA UM.

É uma PESSOA que CONFIA em outra PESSOA para desenvolver uma solução sob medida PARA ELA.

E aqui que isso se junta com a CONFIANÇA INTELECTUAL.

É bem difícil confiar em alguém que ainda não confia em si mesma.

Que duvida que seu repertório é capaz de gerar resultado.

Que titubeia se vai ou não resolver aquele B.O.

Eu não vou fazer a falsa modéstia não.

Eu realmente acho que é “fácil” para mim vender coisas mais caras porque eu tenho uma confiança muito inabalável que se alguém me pagar para fazer algo e em algum momento eu não souber como resolver eu VOU DESCOBRIR como resolver.

Não é achar que você sabe tudo.

E sim estar segura que não tem nada que eu não possa aprender.

Eu acho que muitas vezes essa parada de posicionamento de hight ticket acaba virando uma distração da questão central que nós mulheres temos com o nosso conhecimento.

A GENTE DUVIDA DO QUE SABEMOS DIARIAMENTE.

A gente vê o cara sendo um bosta no relacionamento e nos questionamos “será que eu não to exagerando?”

Estudamos para caramba um negócio e na hora de botar preço a gente pensa “mas será que eu vou gerar esse resultado todo?”

A resposta para a minha mentorada foi essa: eu sem perceber acabei desenvolvendo essa confiança no que eu sei.

E isso talvez grite mais alto do que um blazer, sabe?

Tudo que você se deparar no mercado de negócios que se debruçar demais sobre a forma como você se veste ou aparenta ser, fique atenta.

Somos constantemente empurradas para gastar energia e tempo com “maquiagem” e não com questões centrais que efetivamente geram resultados mais robustos.

Batom vermelho nenhum vai fazer alguém passar no cartão 5 mil, 10 mil, 15 mil, 20 mil dinheiros.

Não nos deixemos iludir.

A pessoa não quer comprar batom não, ela quer comprar DIRECIONAMENTO com SEGURANÇA.

Tem um abismo separando o que é SOFISTICADO daquilo que é VALIOSO.

E eu, sem perceber, acredito que hoje sei como fazer as pessoas perceberem que os meus produtos são VALIOSOS — muito além de sofisticados.

E pra nossa sorte essa é uma habilidade que é treinável.

Eu não nasci fazendo pitch de vendas, se fosse assim tinha até vendido a ideia pra minha mãe de ter nascido primeiro do que a minha irmã.

Mas eu treino.

Num é um trem “ó eu nasci assim”

Eu leio cada palavra do pitch de vendas que treinei (às vezes eu gasto 6, 7 horas criando um pitch, eu sei porque registro o tempo das minhas tarefas).

Eu treino com a Fer (sereia aqui da Fluida).

Eu falo em voz alta, eu elevo a voz, eu tranquilizo a voz, eu bato na mesa.

E vejo como isso soa aos meus ouvidos.

Como email não tem som, vou tentar tangibilizar essa segurança intelectual em texto.

Eu não sei se você já me viu dando um direcionamento para alguma mentorada, mas você nunca vai me ouvir falar assim:

“Olha, eu acho que posso te ajudar, eu acho que talvez quem sabe pode ser um caminho bacana para você de repente”

Isso é suavizar a nossa linguagem para não parecer arrogante (podemos conversar em outro email sobre isso).

Você vai me ouvir falar coisas como

“Olha, o seu negócio está precisando disso, com base na visão empresarial que estamos desenvolvendo e no modelo de negócio que é ideal para a vida que você quer, você deve fazer ISSO, o caminho é ESSE”

Percebe a diferença?

Olha essa diferença na vida real das deusas da Vênus:

Ninguém tá elogiando meu belo cabelo ou a roupa divina que eu visto.

E aqui chegamos a um ponto que talvez você esteja curiosa:

“Porra, Mari, entendi que não posicionamento visual nenhum substitui confiança intelectual. Mas, por então vocês vão fazer um rebranding da Fluida?”

Quando criamos a marca da Fluida nem sabíamos ainda o nosso modelo de negócio.

Era uma validação que podia dar ruim e ser descartada em um mês ou um trem que podia dar certo.

Na real não teve “criação” de marca. Eu tinha esse nome “Fluida” na cabeça, a Fla criou uma logo no canva e vambora vender.

Agora, depois de mais de uma década empreendendo, depois de ter tido centenas de alunas e mentoradas e clientes, a Fluida é MUITO mais do que o que planejamos para ela.

É um processo natural de estar construindo uma empresa que vai muito além de mim.

O rebranding da Fluida é na nossa comunicação, você vai perceber isso nos próximos meses através do design dos nossos posts, da cara das nossas páginas etc.

Faremos (e estamos fazendo) vários testes, não vai ser uma coisa parida de supetão.

Na verdade esse ainda é um movimento interno e muito inicial.

Mas, aqui eu conto para vocês as coisas fresquinhas. Não sei onde vamos parar com ele, mas ele internamente já tá rolando.

Antes que perguntem (porque já me perguntaram), eu, Mariana, não tô fazendo nenhum processo de imagem pessoal.

Eu não quero criar mais amarras para nós.

E, ao mesmo tempo, quero que vocês sejam vistas como profissionais competentes.

A “fórmula” que tem funcionado para mim aqui é:

E abro mão INTENCIONALMENTE do posicionamento de mulher perfeita.

Tem dias que eu tô maravideusa da cintura pra cima, mas da cintura pra baixo tô de meia e havaiana. E eu brinco com isso.

Meus stories de vendas de produtos mais caros tem ring light, um fundo que não seja esculhambado… eu não vou contribuir para o mundo duvidar do que eu sou capaz.

Mas, também não dá para ser escrava de um visual que não é você.

É uma linha tênue (como quase tudo nessa vida para nós).

E eu faço questão de mostrar isso porque o meu posicionamento talvez seja me posicionar como a mentora que a competência precede a imagem.

Está no meu conhecimento, na capacidade de provocar, acolher e guiar mulheres para construírem empresas que vão além delas, empresas que têm caixa, que geram lucro, que bancam a vida que elas querem ter — com férias e até 13º.

Eu quero com essa carta de hoje que você se descabele menos em busca de um “visual” X.

Como as pessoas nos percebem é importante sim, mas a paleta da nossa roupa não deveria ser mais urgente do que a forma como falamos sobre o que sabemos.

Chá de realidade ou brownie quentinho em dia chuvoso?

Como esse e-mail chega para você?

Me conta o que você pensa sobre isso, eu tô sempre lendo as respostas de vocês por aqui.

Beijos,

Mari Fernandes.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·