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Carta 169

Foguete Neon

Bastidores da criação da Ariel, a ferramenta de IA da Fluida, e o que acontece quando você para de vender o que acha que as clientes querem e começa a ouvir o que elas realmente precisam.

Gestão de marketing

BUENAS TARDES, MARAVILHOSAS!

Como as senhoritas chegam nessa sexta?

Na carta de hoje eu vou contar bastidores quase em tempo real de Dona Fluida e como, às vezes, planejar os troços às vezes é totalmente inútil.

Bom, essa história começa mais especificamente ano passado, mas é um trem que vivemos aqui na Fluida desde sempre. Sempre mesmo, nunca foi algo 100% resolvido.

Como vocês já devem ter percebido, eu sou uma pessoa que gosta de falar e gosta de escrever. Basicamente eu sinto enorme prazer em expor, traduzir minha massa encefálica em palavras.

Na minha cachola passam milhares de pensamentos por dia e eu AMO compartilhar eles com outras cabeças pensantes.

Eu gravo áudios para as minhas alunas, dou mentoria, entrego aula… tudo isso que eu JÁ faço na minha profissão de consultora e mentora é nada mais que produzir conhecimento.

Hoje a gente chama isso de “fazer conteúdo”.

Só que eu JÁ faço isso o dia inteiro, tipo o dia todo mesmo: treinamento com time é conteúdo, dar um feedback para uma mentorada é conteúdo, gravar um podcast é conteúdo.

Só que, além de todo o conteúdo que eu já faço só porque meu trabalho é esse, eu ainda tenho que pegar tudo isso e socar nas redes sociais.

É Instagram, Spotify, TikTok, LinkedIn…

É tipo fazer o retrabalho do trabalho.

Desde que a Fluida existe eu sempre tive mais ideias de conteúdo escritas do que posts postados.

No começo era só eu, então era natural que eu tivesse mais coisa em andamento do que coisa feita.

Afinal, me faltavam braços.

Depois começamos a contratar gente, melhorou demais.

Mais posts.

Designs melhores.

Edições mais robustas.

Mas ainda ficava uma caralhada de áudio meu com ideia de conteúdo parada lá na coluna do “criar”.

Na revisão anual que fizemos do ano passado, 2025, isso foi um dos pontos que eu levantei que queria que resolvêssemos esse ano.

Eu sou uma maquininha de criar conteúdo o dia todo, porém eu não posso PARAR para criá-lo, entende?

Tipo, eu saio de uma reunião com uma mentorada que acabamos de resolver um pepino e eu sei que tem mais CENTENAS de empresárias vivendo a mesma coisa, sei o que elas sentem, pensam, falam, e queria que mais mulheres pudessem resolver esses pepinos.

Aí vem a ideia: “vou fazer um conteúdo que fale disso assim e assado”.

Mas eu sou a pessoa que ODEIA parar para criar conteúdo (eu não era assim, mas agora véia eu tô rebelde e não tenho mais paciência para tal ritual, não sigam o meu exemplo).

Então eu sempre gravei vários áudios com ideias de conteúdo, mandava para o time de copy, que depois mandava para o time de design, que depois postava isso.

Porém, contudo, todavia, entretanto, a minha velocidade de ideias sempre superou a velocidade de produção.

Bom, eis que decidimos então resolver esse trem em Dona Fluida em 2026.

E eu falei “mano, não é possível que eu não vou conseguir algum troço que consiga acompanhar meus pensamentos na velocidade da luz, não é possível que fazer MUITO conteúdo seja um problema, não pode ser”.

Pensa, reflete, testa, erra…

Até que eu pensei: “cara, eu queria MUITO ter um trem que eu mandasse meus áudios e ela escrevesse a copy para mim. Eu sei direcionar o tom da copy, a sequência… mas preciso que alguém pegue meu áudio e escreva para mim”.

E aí começaram os testes.

Primeiro, comecei a treinar uma agente de copy no ChatGPT.

Taquei 738 conteúdos e cartas minhas na bonita e ela ficou bem simpática até.

O problema era que eu ainda precisava pegar o áudio gravado, salvar no PC, transcrever, para então mandar para ela.

“Ah, Mari, mas o ChatGPT aceita conversar por áudio.”

Sim, porém eu não sei se você já teve a HORRÍVEL experiência de estar mandando um trem em áudio para o chat e ele simplesmente bugar e PERDER O SEU ÁUDIO inteiro.

Pois então, se você grava uma média de uns 5 áudios pelo menos POR DIA, uma hora isso acontece.

E você fica muito puta de perder a porra do conteúdo.

Fora que eu não conseguia GUARDAR os áudios. O chat ouvia, escrevia, mas depois eu não conseguia manter os áudios ordenados em um lugar.

Bom, tínhamos algum avanço, mas ainda não resolvia.

Foi então que veio a sugestão do time:

“E se a gente criasse uma ferramenta nossa que transcrevesse os seus áudios e criasse o conteúdo em cima disso?”

Como tudo que a gente faz aqui na Fluida, a resposta foi “não sei se vai dar certo, mas vamos tentar”.

E nasceu então Dona Ariel, meu xodó, meu amor, que me ouve 397 horas por dia sem reclamar nem travar.

Tínhamos criado uma ferramenta que fazia num único lugar, em segundos, o que eu NUNCA consegui fazer de forma fluida e rápida nem com 3 pessoas no time de conteúdo.

Lambemos a nossa cria e ela ficou tão, tão, tão, tão mara que o primeiro pensamento foi:

“Gente, as mentoradas precisam acessar isso também, isso vai economizar HORAS de trabalho delas.”

Decidimos então liberar dentro das nossas mentorias a Ariel para nossas mentoradas usarem.

As bichas piraram e as reações foram essas aqui.

Era só para exaltar a bendita, e acabei fazendo um pitch sem querer.

Pronto, tínhamos um problema.

Um monte de gente querendo um trem que a gente não pensava em vender tão cedo.

Nós já tínhamos colocado no planejamento anual que talvez em algum momento do ano iríamos liberar nossa plataforma de Gestão com IA (a Ariel) para não mentoradas.

Mas era um projeto tipo “quando a gente quiser a gente faz”.

O “quando a gente quiser a gente faz” virou “tem uma cambada de mulher querendo e querendo agora”.

Eis que então decidimos em 24 horas que Ariel precisava ter sua festa de debutante e ser apresentada para a realeza (no caso, vocês).

Página de vendas no ar, oferta feita e, em minutos, recebemos isso aqui.

A outra acordou às TRÊS da madrugada e comprou a Ariel.

Ou seja, o que não era nem para esse semestre se tornou prioridade.

Fácil, rápido, simples, sem complicação.

Um produto que resolve problemas dolorosos.

Uma comunicação direta.

Tá feito o (bom) estrago.

Mas o que caralhos isso tudo tem a ver com você?

Se você não percebeu, essa história toda é sobre NÃO SEGUIR o plano.

Mais especificamente, NÃO SEGUIR o plano que você criou na sua cabeça.

Mas seguir com todas as forças aquele que as suas CLIENTES apontam que é o caminho.

Eu não ia liberar Ariel nenhuma agora, mas a gente não vende para nós mesmas.

Vendemos para OUTRAS pessoas que precisam que a gente resolva os problemas DELAS.

E por um amor muito bizarro que o universo deve ter pela minha pessoa, o fato de eu criar um trem para resolver o MEU problema acabou resolvendo o problema de mais uma cambada de mulheres.

O que eu quero te trazer aqui é que sua vida vai ficar muito mais fácil quando você sacar que ouvir o que seus clientes querem vai deixar sua vida muito mais fácil

(redundante, eu sei, porém necessário).

Eu não tenho a menor ideia de qual vai ser o futuro da Ariel em termos de modelo de negócio (tenho meus planos, mas isso não quer dizer que eles se provarão verdadeiros), mas eu sei que ouvir DE VERDADE o que suas clientes estão te falando sempre vai facilitar o rolê.

Muitas vezes a gente fica com ranço de vender o “básico”, de ensinar o “simples”, achamos que explicar o que é “fácil” é descer um nível na nossa competência.

Que estamos sendo rasas e que, na verdade, temos que entregar 3 teses de pós-doutorado para cada cliente que chega, senão não estamos fazendo “direito”.

OOOOOO ENGANO DA PORRA.

Eu **levei muitos anos para entender **isso.

Não importa se você ama demais explicar sobre como a nova bolha da IA vai impactar no formato dos cargos e organogramas das empresas digitais no ano de 2728.

Não interessa que eu AME discorrer sobre liderança descentralizada, cultura de aprendizagem contínua e formação de líderes internos.

Às vezes minhas mentoradas vão só precisar que eu libere umas dezenas de horas delas gastando cérebro mexendo no Canva.

Entende o que eu tô te dizendo?

A forma como fomos ensinadas a entregar sempre MAIS para ser vista como mediana fode com as nossas estratégias de produto.

Ficamos surdas para as necessidades mais básicas e dolorosas da nossa audiência e miramos em construir um foguete neon que solta bolhas de sabão pelo furico.

Foguetes são caros.

E talvez não sejam eles a preocupar a cachola da empresária que só não aguenta mais contratar social media e ter conteúdo com cara de picolé de xuxu no feed.

Seu conhecimento é valioso.

Mas talvez mais valiosa ainda seja a sua capacidade de entender que o seu “pouco” é PRA CARALHO para muita gente.

Ouça o que as pessoas querem.

Desce do pedestal da “especialista que sabe tudo”.

Ajuda no simples.

Resolve o fácil.

Quem sabe a sua “Ariel” tá perdida no fundo do mar da sua cachola e você ainda tá tentando parir o foguete neon com bolhas de sabão no furico.

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·