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Carta 159

Por que não tá todo mundo rico?

Episódio 2 da série sobre enriquecimento real: por que é tão difícil fazer o que parece tão óbvio.

Gestão de dinheiros

Buenas tardes, maravilhosa.

Como a senhora chegou hoje?

Eu chego colocando a vida em ordem pós uma imersão presencial com um cliente em SP.

Acreditem, essas viagens tem mais processos e organização do que você pode imaginar.

Nada menos do que uma página gigantesca no notion, umas 10 reuniões com a equipe para anteceder minha ida e SETE HORAS em busca de looks.

Mas, por outro lado, saio sempre com uma sensação foda de: QUERO FAZER ISSO PRO RESTO DA MINHA VIDAAAAA.

Mergulhar fundo em uma empresa e, em 2 dias, resolver o que eles não resolveriam em 2 anos.

Ai, senhora, gestão feminista é a melhor coisa desse mundo.

Ah, e por falar em excesso de coisas… a carta da semana passada causou múltiplas reações.

Foram muitas respostas, prints, áudios e desabafos.

E no meio desse borburinho todo, surgiu uma pergunta muito coerente:

“Mari, se é tão simples assim, são só cinco passos, por que raios todas as empresárias ainda não estão ricas?”

E é exatamente sobre isso que a gente vai falar hoje.

Este é o episódio 2 da nossa série:

Como enriquecer de verdade sendo empresária.

Agora que você já sabe o que fazer, a pergunta muda:

Por que é tão difícil fazer?

Por que parece tão óbvio… e ao mesmo tempo tão distante?

A resposta está numa palavra:

Tempo.

Você só vai ver os benefícios reais do que construiu muitos anos depois de começar.

E isso deixa tudo mais difícil. Porque no começo não parece estar funcionando.

E quando começar a parecer, pode ser tarde demais pra corrigir o que você negligenciou.

Enriquecimento real é como plantar uma árvore.

Você rega, cuida, limpa o mato ao redor, protege da praga e durante um bom tempo, não vê sombra, não vê fruto, não vê nada.

(Não que eu já tenha plantado uma, mas não vamos nos apegar a detalhes)

Mas o dia que essa árvore floresce, você entende por que não podia desistir lá atrás.

Essa é a diferença entre quem enriquece e quem fica só no corre.

Quem planta para amanhã… e quem planta para a próxima década.

Vamos lá, raciocina aqui comigo…

Você começa a aumentar seu padrão de consumo e nos primeiros 3 meses, parece que nada mudou.

Você gastou mais, se divertiu mais, “viveu melhor”.

Nenhuma catástrofe aconteceu.

Nenhuma fatura explodiu.

Mas a conta não vem no terceiro mês.

Ela vem no terceiro ano.

Assim como quem faz certo também não vê o resultado no começo.

Você junta caixa.

Poupança.

Reserva.

Investimento.

E no primeiro ano parece burrice.

Parece que você está sendo mão de vaca.

Parece que você tá deixando dinheiro parado.

Só que o dia que a vida te atropela (e ela vai atropelar), você entende.

Você sente no corpo o que é o poder do enriquecimento real.

É quando a empresa perde um canal de venda, como aconteceu com a gente quando o Instagram saiu do ar.

É quando você quebra o pé, precisa operar, precisa parar e o dinheiro continua entrando.

É quando seu filho precisa de atenção total, e você precisa sumir do mapa e a empresa não desmorona.

É aí que a conta fecha.

Não é glamour.

É base para uma vida onde você pode fazer as SUAS escolhas.

E é por isso que a maior parte das empresárias não enriquece.

Porque o enriquecimento exige que você adie prazeres momentâneos em nome de uma paz que ainda não dá pra ver.

E aí a maioria consome o dinheiro que faz.

Não guarda.

Não investe.

Não cria uma estrutura para o futuro.

Gasta como se fosse continuar ganhando sempre.

Como se a vida não mudasse.

Como se a empresa não tivesse altos e baixos.

Só que tem, e você sabe que tem.

E antes que você pense “ah, mas isso é papo pra quem fatura muito”, eu preciso te dizer: não é.

Não importa se você tira 5 mil, 50 mil ou 500 mil da sua empresa.

O que importa é a proporção entre o que você recebe e o que você gasta.

Se você fatura 10 e gasta 9.500, você tá na mesma situação de quem fatura 500 e gasta 490.

Ambas estão consumindo quase tudo.

Ambas estão um tropeço longe da falência pessoal.

E, ironicamente, quanto mais você ganha, mais difícil fica segurar.

Porque vai ficando mais aceitável consumir.

Mais compreensível.

Mais aplaudido.

Aí entra o segundo ponto que faz com que tantas empresárias não enriqueçam: a riqueza construída para os outros.

Aquela que serve pra manter um relacionamento.

Pra provar algo pro mercado.

Pra não se sentir menos que os colegas.

Pra “não ficar pra trás”.

É o mastermind de 60 mil que você não precisava.

É a cobertura que vai te prender num modelo de vida que nem te dá prazer.

É a pressão invisível de ter que parecer bem-sucedida, mesmo que isso custe a sua liberdade.

Só que o dinheiro que não enriquece você, empobrece você.

Então eu te pergunto:

O que é que te dá paz?

O que é que o dinheiro compra que realmente muda a tua vida?

Pra muitas de nós, mulheres, o que o dinheiro compra de mais valioso é: autonomia.

Poder dizer “não”.

“Não quero esse cliente.”

“Não quero esse sócio.”

“Não quero morar aqui.”

“Não quero esse formato de negócio.”

“Não quero mais.”

É o dinheiro que banca o teu “não”.

Que sustenta as tuas escolhas.

É o dinheiro que te permite existir fora da dependência de qualquer coisa ou pessoa.

Isso, pra mim, é riqueza.

E aí vem o terceiro ponto, talvez o mais cruel de todos: o tempo.

Porque a hora que você perceber que tudo isso era verdade, pode ser tarde demais.

Tarde pra recuperar o dinheiro queimado.

Tarde pra construir o que poderia ter sido construído.

Tarde pra viver a vida com a leveza que você merecia ter vivido.

É por isso que eu estou aqui te escrevendo.

Pra te impedir de chegar lá e perceber tarde demais.

Porque a riqueza que a sua empresa pode construir não é uma teoria.

Ela é real.

Ela é concreta.

Ela está à sua disposição.

Mas só se você escolher plantar.

Plantar e proteger.

Plantar e aguentar esperar o tempo da colheita.

Se você ainda não leu a carta da semana passada, eu recomendo que volte nela.

E se você leu, quero que me responda este e-mail com uma única coisa:

Bateu aí?

Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·   Nenhuma mulher é livre sem dinheiro, nenhuma empresária é livre sem gestão   ·