Carta 146
Faz as contas
Três sócias estavam devastadas porque não conseguiriam tirar 10 mil de lucro no final do ano — uma meta que nenhuma delas tinha planejado. Faz a conta de quanto você precisaria investir no Tesouro Direto para ter o mesmo. Aí a gente conversa.
Buenas tardes maravilhosa.
Como a senhorita chega no dia de hoje?
Eu ainda estou de férias.
No meio do mato.
Longe de qualquer planilha e sentindo no corpo o que é viver a vida que eu sempre sonhei.
E não estou dizendo isso pra romantizar — estou dizendo porque eu tenho orgulho pra ppk da empresa que eu construí.
Uma empresa que banca a minha liberdade.
Que me permite parar no meio de setembro, desaparecer na natureza e ainda assim… continuar viva, crescendo e entregando ouro para as minhas mentoradas.
Mas hoje, mesmo de férias, me deu um siricutico aqui e eu tive que vir te contar um causo.
Um causo de mentoria, claro.
Porque a última quinta pix me deixou com isso na cabeça e agora virou carta.
Recebi umas mensagens de umas mentoradas, chateadíssimas.
“Cara, Mari, tô muito desanimada com o financeiro da empresa.""Trabalhei tanto esse ano e o lucro tá uma bosta.""Acho que tô no fundo do poço.”
E aí eu lembrei de um causo do Conselho.
E você vai ouvir, porque vai rir, vai aprender e vai parar de se maltratar.
Seguinte: três sócias. Ciclo novo do Conselho. Estavam com a gente há uns três meses.
Fiz elas projetarem uma possível retirada de lucro pro final do ano.
Aí vem a mensagem.
“Mari… a gente tá devastada. Fizemos as contas e não vai dar pra tirar 10 mil de lucro pra cada uma no final do ano.”
Elas estavam TRISTES, no fundo do poço.
Tipo: acabou a empresa. Morreu. Joga a pá de cal.
E eu, rápida como sou, pensei:
“Não, pera. Elas não tão no fundo do poço. Elas tão é delirando.”
Fui chamar pra realidade.
Perguntei:
“Minhas queridas, no começo do ano vocês tinham esse plano de tirar 10 mil de lucro no final do ano?""Ou vocês viram o potencial da empresa crescendo agora, aí inventaram essa meta do CU no meio do caminho e tão tristes porque não rolou?”
Elas nem sabiam quanto precisavam faturar pra isso acontecer.
Ninguém tinha feito essa conta.
Simplesmente nasceu uma meta do além. Um desejo aleatório que surgiu da cabeça delas.
E agora, como não rolou, virou motivo pra se sentir fracassada.
Minha senhora… não dá.
Não dá pra inventar meta do nada e querer que o seu negócio entregue.Negócio não é gênio da lâmpada.
Aí eu falei: “Tá. 10 mil não dá. Mas 5 mil, dá?”
Elas: “É… talvez…”
“Mas poxa, só 5 mil?”
SÓ?
Aí eu pedi um favor:
Faz uma conta aí.
Quanto dinheiro tu teria que ter investido num Tesouro Direto da vida pra ele te pagar, TODO MÊS, o teu salário (que tu tira da empresa) e ainda te dar 5 mil reais no final do ano?
Faz a conta, maravilhosa.
Porque é isso que você tá construindo.Uma máquina de dinheiro.Que imprime teu salário todo mês.E ainda te entrega um extra no final do ano.
Só com o teu cérebro, tua bunda na cadeira, tua coragem, e uma internet estável.
E você aí, triste porque não saiu o número mágico que nunca foi planejado de verdade.
Então, se você também tá achando que tá no fundo do poço — deixa eu te contar:
Você não tá.
Você só tá comparando tua realidade com uma meta que nem existe.
Faz o que eu mandei elas fazerem.
Abre o Google. Abre o ChatGPT.
E pergunta:
“Quanto dinheiro eu preciso investir no Tesouro Direto pra tirar X reais por mês (valor do teu pró-labore)?""Quanto dinheiro eu preciso investir no Tesouro Direto pra tirar 10 mil no final do ano?”
Aí você compara isso com a realidade do teu negócio.
E percebe o quão FODA é o que você tá fazendo todo mês — só que não tá vendo, porque tá iludida com uma meta que você inventou do absoluto nada.
Calma, senhora, você não tá no fundo do poço.
Você só tá delirante.
Vai fazer a conta e depois me agradeça.